segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Diabolical Funeral: Queime a Igreja



Black Metal


A forma clássica de fazer um Black Metal ainda está viva, e a banda Diabolical Funeral mostra isso da melhor forma possível.

Criada em 2009 a banda apresenta uma sonoridade totalmente rústica do clássico Black Metal, e direto de Joinville, Santa Catarina a banda formada por Mantus Razuno, Lord Abadoon, Lord Satã mostra sua força e fúria em seus lançamentos.

A banda conta com apenas dois lançamentos, um EP intitulado “A Morte dos Santos” que saiu em 2015 via independente e lançou também um álbum do qual é intitulado “Queime a Igreja”, álbum que também saiu em 2015 e também saiu via independente.

Queime a Igreja é um álbum forte, letras fortes e com uma curiosidade no vocal, ele não apresenta o Harsh Vocal rasgado, a voz é um tanto rasgada sim, mas não ao extremo igual o Black Metal de outras bandas, e também é cantado em português que deixa a dificuldade ainda maior do seu som, mas a banda consegue criar de forma ótima seu som.

A primeira música é intitulada “Tiros na Face de Cristo” que é (só pra começar leve) uma música que em seu instrumental consegue mostrar bastante do Black Metal com uma guitarra totalmente rápida em seus riff’s, a bateria apresenta também uma característica ótima em um pedal duplo muito bem trabalhado que consegue dar um som ainda mais completo para o som, um som que começa o álbum da melhor forma possível.

Continuando o som da banda sem perder tempo, Diabolical Funeral coloca a faixa “Sangue Anal” sendo a segunda música do álbum e ela apresenta uma introdução muito característica do Black Metal e a velocidade da música consegue criar a atmosfera de caos que principalmente pelo fato da bateria estar violenta e tudo trabalhando da melhor forma possível.

Massacre Infernal é uma faixa de melodia interessante, conseguimos notar os pratos da bateria trabalhados da melhor forma possível e a bateria também apresenta um pedal duplo de velocidade incrível, algo que ao vivo deve ser destruidor, a atmosfera que a banda consegue criar com letras tão vivas da morte de Cristo e isso consegue fazer você entrar no cenário que a banda cria, um cenário de fogo e dor, em que Cristo está sofrendo em um fogo sem fim que faz sua pele virar pó.

Música de número 4 no álbum, música intitulada “A Honra da Batalha” é uma música que pode ser chamada de “balada” do álbum, mas você sabe que Black Metal até em suas baladas a obscuridade vai reinar, e com a D.F não é diferente.

A Honra da Batalha consegue trazer um pedal duplo que não para em nenhum momento, e ele consegue deixar a música com uma qualidade ainda maior, as guitarras são trabalhadas de forma melódica e um tanto dramática que consegue acompanhar o vocal e criar uma estrutura que consegue ser diferencial no álbum, uma música realmente que consegue ficar na sua cabeça por ser bem diferente das anteriores, uma música bem diferente dentro de um álbum de morte.

Mostrando uma mudança na linha das músicas, aparece também uma música um tanto diferente, não extremamente diferente, mas o que muda e isso fica muito bom, porque da uma atmosfera diferente, é o vocal, que na música “A Morte dos Santos” aparece trazendo um vocal bem mais grave que nas anteriores.

A Morte dos Santos é uma música que consegue deixar o álbum ainda mais obscuro, com uma sonoridade mais carregada e combinando perfeitamente com o som da bateria que sempre tem seu ritmo muito rápido.



Postado por: Renan Martins

Um comentário:

  1. Hail guerreiro, agradecemos a resenha e suas opiniões sobre o album!
    Força e honra! Hail!

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