terça-feira, 21 de julho de 2015

Siren Scream: Empire of Lost Souls



Deathcore


O nível de One Man Band é realmente incrível, esse mercado tem crescido de forma impactante e defendo e a qualidade dos trabalhos são realmente excelentes.

Uma One Man Band que aparece trazendo um trabalho que deveria ser exemplo para todos é a Siren Scream, um projeto que mostra que a realidade de chegar a realizar um sonho pode ser real, mas para isso você vai chorar sangue, e do sangue nasce a mais gratificante das sementes.

Em seu pouco conhecido trabalho, o músico Eugene Belov, um homem de criatividade muito boa, consegue colocar em pratica toda a sua capacidade musical, criando uma sonoridade impecável e destruidora.

A primeira faixa do seu trabalho de apenas 4 musicas é intitulada “The Day the Earth Stood Still” e ela tem uma linha um tanto mais eletrônica, mas consegue ainda ficar dentro do mundo do Deathcore, a introdução é surpreende porque se você acha que vai ser totalmente instrumental você está enganado, ela conta com vocal e um vocal da melhor qualidade.

Um dos grandes problemas é que eu nunca vou ver essa banda ao vivo, primeiro porque não é tão conhecida, segundo porque é uma One Man Band, mas creio que só esse álbum já vale a pena por completo, porque realmente apresenta um trabalho da melhor qualidade.

Project [Kleopatra], um nome magnífico para uma música, um nome que consegue combinar com a sonoridade da música, a linha de Deathcore do projeto é muito bem pensada, muito bem montada, uma guitarra que consegue fazer peso e melodia rapidamente, uma bateria que consegue ir de algo mais marcado como um simples momento de pedal duplo, que consegue é claro, combinar perfeitamente com a música, ou então, uma velocidade muito intensa conseguindo trabalhar e explorar tudo que tem de melhor na bateria.

Esse projeto nasceu na Rússia, e a Rússia tem sempre apresentado excelentes nomes do Metal, ganhando um espaço, pelo menos para mim, em no Melodic Death Metal com excelente linha de guitarras e vocal e uma bateria sempre muito bem trabalhada, e a criatividade do projeto Siren é realmente muito compatível com o cenário da Rússia de Melodic Death Metal que é sempre explorando o máximo possível dos instrumentos para criar uma sonoridade sempre muito boa.

É realmente impressionante a capacidade de um único músico construir um álbum tão bem feito, tanto é verdade que se escutar a música “Empire of Lost Souls” você consegue imaginar que ela foi tocada por uma banda de 5 pessoas ou mais, pela capacidade instrumental de todos os instrumentos e do vocal também, uma música impecável, uma qualidade excelente.

Empire of Lost Souls apresenta uma bateria com um pedal duplo extremamente rápido, um pedal que consegue ser destruidor e que consegue esmagar tudo pelo seu caminho, uma guitarra que consegue trazer um pouco do Technical Death Metal em alguns momentos e isso é genial, poucas bandas conseguem fazer isso, um Deathcore tão bem feito, ainda mais se tratando de apenas um membro.
O gutural consegue mesclar perfeitamente com um timbre mais rasgado, uma forma mais podre do som, mas isso não deixa a música ruim em momento algum, ela se torna ainda mais completa.

Para fechar o álbum aparece a música “We Are Creating Way” que para ser bem sincero, tem tudo para ser a melhor do álbum, a melhor pela qualidade que apresenta no vocal que consegue explorar muito bem o peso do gutural e do restante dos instrumentos que tem uma energia incrível e peso para construir a fúria dentro da mente de todos.



Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Kill Robot Kill: Aeon of Damnation



Deathcore


Criar uma arte de capa é sempre a melhor forma de começar um álbum, e a banda Kill Robot Kill aprendeu isso logo de cara.

Essa banda apresenta para o mundo uma forma de Deathcore com o peso do Death Metal em alguns momentos, criando uma sonoridade extremamente agradável dentro da destruição do Death Metal que é sempre uma coisa magnífica e com o Deathcore que traz a energia da alma nova.

A primeira música é logo de cara uma forma de criar a atmosfera mais obscura possível para o álbum, o teclado sendo colocado em prática da melhor forma possível, um cenário totalmente tenebroso em que sua alma está caminhando por um labirinto e encontra seus piores pesadelos, mas o pior de todos é conseguir olhar para seu reflexo e no espelho e notar que você está morto.

Still the Ashes Reveal é a música que começa com a pedrada sem piedade, o vocal dessa banda prova que a mescla entre o Death Metal e Deathcore é real, o vocal rasgado consegue dar uma podridão para a música que é totalmente necessária, a bateria rápida consegue criar uma energia muito impactante na música e consegue fazer todos tirarem o chapéu para essa magnífica arte criada por essa banda.

Com uma introdução tão bem feita, tão bem pensada para criar o medo em quem escuta, a banda consegue logo em seguida puxar a total adrenalina dentro da alma de cada um, uma que consegue logo de cara ganhar todos os que escutam esse trabalho excelente criado pela K.R.K

Se a faixa Still the Ashes Reveal  já começa no grito, começa puxando mais o Deathcore, então a faixa seguinte intitulada “Eclipse” começa puxando o Death Metal, com um gutural muito profundo que consegue calar a boca de todos que um dia duvidaram da capacidade dessa banda incrível que consegue usar de forma extremamente inteligente a sonoridade do teclado.

Eclipse é a faixa que deixa claro para todos que a banda sabe apostar em coisas novas, sabe utilizar novos instrumentos e sair do mesmo, sabe criar uma base diferente, sabe também destruir tudo, uma música que consegue ganhar o respeito de qualquer pessoa.

Um ponto muito importante e interessante é que essa banda pode muito bem agradar a todos que escutam um bom e bem feito Symphonic Black Metal, uma vez que a banda tem um lado meio puxado para a melodia obscura do Symphonic Black Metal, conseguindo com isso puxar a alma de todos para as musicas da Kill Robot Kill.

Fear Makes the Wolf Look Bigger é um excelente exemplo de atmosfera Symphonic Black Metal, ela tem uma capacidade de colocar as sombras em sua mente e tem uma impactante bateria que consegue puxar um prato da melhor maneira possível, trabalhando todos os instrumentos da forma mais criativa possível, uma qualidade impecável dessa banda é que o baixo consegue aparecer da forma mais excelente possível, ele não fica escondido, uma guitarra que consegue puxar um peso excelente e melodia excelente também, criatividade não falta para essa banda.

Já que é para criar medo então esta no momento de nascer a música “Enter: The Devil” uma música de outro planeta, realmente a melhor música do álbum, pela capacidade, pela agressividade e pela magnífica forma de ser cantada e com a alma que ela chega para todos, uma música que não deixa faltar nada.

Enter: The Devil é o exemplo de como fazer uma música de outro nível, uma forma me mostrar para todos que o peso não precisa ser repetitivo e que a junção do Deathcore com o Death Metal é genial se conseguir trabalhar com ambos e essa banda não só consegue, ela faz tudo isso de forma extremamente divina.

Kill Robot Kill, uma banda que consegue fazer a destruição ser ainda maior com o Deathcore.



Postado por: Renan Martins