domingo, 29 de março de 2015

True: O Caos do Metal Nacional


O Brasil esta vivo no mundo do metal, e ele aparece com a band True, uma das forças obscuras que consegue mostrar toda a alma de um bom Death Metal com uma pegada também no mundo do Thrash Metal.

Death Thrash Metal



Caterine 1. True é uma banda curitibana que desde 2006 vem acrescentando ao metal brasileiro seu thrash/ death metal de qualidade. Que tal começarmos contando um pouco da trajetória de vocês no True até hoje?

Marcelo(True): A banda começou em 2006 e buscávamos dar continuidade ao que já fazíamos em outras bandas, mas de forma mais profissional e correta, com isso fomos recebendo o espeço que queríamos. Desde o inicio nunca focamos em tocar apenas na nossa cidade, sempre buscamos outros publicos e isso a gente mantém até hoje. 
Nesse trajeto tivemos a oportunidade de participar de grandes eventos, tocar com ícones do metal nacional e mundial, conseguimos um contrato com a gravadora Oversonic Music, para lança nosso primeiro CD aqui no Brasil, também lançamos material na Nova Zelândia pelo selo Satanica Prods e no Egito pelo selo Seth Productions.
Hoje estamos em processo de produção do nosso segundo CD e breve soltaremos um single desse material.

Caterine 2. Cada músico individualmente tem suas bandas e álbuns preferidos durante a vida. Como foi encaixar numa banda só as influências musicais de todos vocês? 

Marcelo (True): Acreditamos que toda experiência e influências, dentro do contexto, que adquirimos durante nossa vida é o que torna o processo de composição criativo e democrático. Toda nova proposta e analisada e discutida para agregar novos valores, respeitando a identidade musical já criada, mas buscando sempre um diferencial. Nossa meta é sempre um som inovador e com qualidade, não apenas o mesmo do mesmo.

Caterine 3. O thrash e death metal, como subgêneros distintos do metal, formam uma dupla interessante. Essas vertentes requisitam maestria para mesclá-las, algo que ocorre perfeitamente no trabalho de vocês. Como essa mistura se manifesta enquanto identidade da banda?

Marcelo (True): Isso é um fruto das nossas próprias necessidades e anseios, como ouvintes de Metal. Alguns integrantes curtem mais Thrash, outros mais Death ou Black, sendo assim, como a proposta é agregar todos esses valores para a criação de algo relativamente novo (relativamente no sentido que ninguém vai reinventar a roda, mas o Metal é um gênero que comporta bem influências de vários outros gêneros criando um universo de possibilidades), naturalmente nossa identidade surge nos processos de pré-produção.

Caterine 4. Quanto à construção da temática do True, a aura de caos que nos passam com o instrumental também ocorre nas letras?

Marcelo (True): Sim, principalmente no Riders of Doom. Escrevemos todas as letras mesmo sem um título definido, quando fomos juntando tudo e vimos o que tínhamos, não tinha como ser diferente, aquele material precisava dessa cadência e peso.

Caterine 5. Contem-nos um pouco sobre o processo de criação do full-length, ‘Riders Of Doom’, lançado em 2012.

Marcelo (True): Quando falamos disso poucas pessoas acreditam, mas as únicas coisas que tinhamos em mão no momento da assinatura do contrato era 1 música e algumas letras. Uma semana antes de gravar, nos reunimos no estúdio por 9 horas e criamos as bases das músicas, as letras a gente só escolheu no estúdio durante as gravações. Pode parecer estranhos, mas naquela época o nosso processo de criação era esse e sempre funcionou.
O disco foi gravado em São José dos Campos/SP, em Janeiro de 2012. Fizemos, eu e o Anderson, todas as captações em 5 dias. Eu (Marcelo) gravei os vocais, as guitarras e os baixos, o Anderson gravou as baterias e os 2 solos de guitarra do CD.

Caterine 6. Os fãs de metal, apesar de inúmeros, pouco confiam e apoiam uma banda em ascensão assim que a conhecem. Vocês tiveram dificuldades para trazer o som do True à cena local de Curitiba e região?

Marcelo (True): Sim, acredito que toda banda tem esse problema, mas desde o inicio nunca nos prendemos a cena local, sempre buscamos outro publico, outras opiniões que nos ajudassem nessa ascenção. É dificil participar de uma cena onde quase todos possuem sua banda e suas panelas.

Caterine 7. Vocês tiveram oportunidades de tocar em fests na região sul, como o Zoombie Ritual em SC e de abrir para bandas como a americana Testament. Como são essas experiências para a banda, essa questão de mostrar o trabalho de vocês ao lado de bandas já aclamadas?

Marcelo (True): Na verdade o show do Testament não rolou, naquele ano teve uma epidemia de H1N1 e os caras cancelaram a tour toda, mas nosso nome tá lá no flyer do evento!rs. Tocamos nos maiores eventos de SC, adoramos tocar lá, a receptividade é muito boa, dedicamos o ano de 2013 só para realizar shows nessa região e já estamos agendando outras datas ainda para esse ano.
Tocar com bandas conhecidas e poder se apresentar em grandes eventos é uma experiência foda, pesa no lado pessoal, onde vc é fã de determinadas bandas, ter acesso as bandas e também pesa no profissional, que é muito gratificante poder falar que tocamos no mesmo evento que eles, saber que nosso trabalho proporcionou isso é muito bom.




Caterine 8. Ainda sobre essa questão de reconhecimento, vocês tiveram o EP ‘Welcome To Chaos’ por selos neozelandês e egípcio, também cederam entrevistas à site britânico e tiveram oportunidade de tocar no gigantesco W:O:A Metal Battle. Poderíamos então dizer que tem um potencial público internacional?

Marcelo (True): No WOA Metal Battle fomos finalistas aqui em Curitiba e por pouco não participamos da final nacional, tivemos uma ótima repercussão, conseguimos vários shows decorrentes dessa exposição. E isso ajudou para conseguir fazer esses lançamentos e entrevistas na gringa. 
A receptividade do nosso som lá fora é muito boa, muita gente curte nosso trabalho, uma pena que ainda não conseguimos concretizar a tão esperada tour gringa, mas uma hora chega!

Caterine 9. O clipe oficial para a faixa ‘Forget In Hatred’, lançado em Junho de 2013, ficou incrível, nos contem um pouco de como foi gravá-lo.

Marcelo (True): O clipe foi planejado por um bom tempo, a produção e tudo que envolve deixamos a cargo do Felipe. A gravação foi de forma independente, como quase tudo na nossa cena, tivemos a ajuda de grandes amigos para conseguir finalizar o processo todo, desde a locação, cenário, equipo, captação.. tudo. 
O resultado final ficou muito bom e esperamos gravar mais de um clipe para o próximo trabalho.

Caterine 10. Procurando informações sobre o True na Internet, encontramos a matéria na revista porto alegrense, ‘Revista da Cerveja’, sobre a cerveja sob o nome da banda que estavam produzindo em meados de 2012. Produzir música sob a identidade forte do True não bastou, uma bebida forte também tinha de ser produzida (risos). Como foi esse projeto inusitado de vocês?

Marcelo (True): A ideia da cerveja meio que explodiu ao mesmo tempo para diversas bandas, a função básica dela é arrecadar fundos para custear a banda, ao menos no nosso caso. Mas não poderíamos lançar qualquer material, prezamos pela qualidade e por isso convidamos nosso amigo de longa data, Rafael David, que é um grande cervejeiro aqui de Curitiba e região para desenvolver a nossa receita. Ele aprovou a ideia e a gente a cerveja. 
A procura pela TRUE Black Ipa é bem grande, mas só comercializamos em nossos shows ou aqui em Curitiba.

Caterine 11. Pelo que se acompanha no canal do True no Youtube, vocês estão em processo de pré-produção. Há expectativas para um novo material da banda já estar disponível para apreciação dos metaleiros em pouco tempo, então?

Marcelo (True): Iniciamos o processo de pré-produção em Janeiro desse ano, após um período de discussões e analise para estabelecermos nossas metas. Com a saída do baterista Anderson Soares, sentimos a necessidade de repensar como soaria nosso novo álbum. Isso devido ao fato dele, junto ao Marcelo Mattos, serem os criadores e do Riders of Doom. Surgiu então a oportunidade de todos atuarem na criação do novo álbum, pois Eu e o Felipe entramos na TRUE após a finalização do Riders e além de instrumentistas todos são compositores também. Esse evento gerou uma avalanche de novas ideias e percebemos que precisávamos registrar e gravar esse trabalho o quanto antes. Estamos trabalhando muito nas novas músicas e pretendemos entrar em estúdio já no inicio do segundo semestre.

Caterine 12. Se o passado da banda está marcado por grandes eventos dos quais fizeram parte, o futuro certamente estará. Como vai a agenda de shows do True para 2015?

Marcelo (True): Bom, 2015 começou com a preparação do nosso 2º álbum, por hora estamos envolvidos com todo esse processo (composição, gravação, arte e distribuição) e vem nos tomando muito tempo. Pretendemos finalizar esse processo ainda no 1º semestre desse ano, em paralelo já venho negociando algumas datas para essa nova turnê, que deve começar por SC no 2º Semestre.

Caterine 13. E para finalizar, gostaríamos de agradecer a disposição de vocês para conversar conosco sobre o trabalho incrível que tem feito como banda e deixar os comentários finais como espaço livre pra vocês, certo?

Marcelo (True): Gostaríamos de agradecer a todos que respeitam a cena! Isso que mantém a parada de pé ainda. A vocês pelo espaço e pela oportunidade de divulgar ainda mais o nosso trabalho e aos nossos amigos e nosso publico!





Entrevista feita por: Caterine Souza
Postado por: Renan Martins

terça-feira, 17 de março de 2015

Oral Fistfuck: Spiritual Sickening



Brutal Death Metal


O Brutal Death Metal aparece trazendo uma lição muito válida para todos.

A lição é simples, nunca pular uma música de menos de 1 minuto. Nunca pular uma música curta porque se for Grindcore provavelmente o álbum todo vai ser com músicas curtas e se for Brutal Death Metal a banda provavelmente fez ou um instrumental extremamente rápido que consegue arrepiar sua alma, ou algo aterrorizante com a atmosfera.

Oral Fistfuck é uma banda que apresenta seu trabalho da melhor forma possível, e mostra que 2015 será o ano da brutalidade.

Spiritual Sickening é o nome do álbum dessa banda que é uma máquina de devorar almas, o álbum saiu via Rising Nemesis Records e consegue mostrar que o ano tem tudo para ser o ano em que o underground do Brutal Death Metal vai crescer e se tornar ainda mais sólido.

Rising Nemesis Records apresenta Spiritual Sickening e Rebirth the Metal Productions apresenta Homicidal Parasites da banda Macabre Demise que é talvez o melhor lançamento até o momento do universo extremo.

Começando o álbum do Fistfuck com a música “Sickening” que é a prova viva da atmosfera fazer a diferença no começo de um álbum, a atmosfera consegue deixar o clima totalmente brutal e fazer com que você consiga criar o cenário em sua mente da forma mais viva possível, quase sentindo o sangue em suas mãos você está quando começa a segunda música.

Nemesis é o nome da segunda música que consegue mostrar uma forma demolidora de criar o som, a banda consegue buscar no inferno a alma mais esquecida e colocar ela na mesa para torturar o máximo possível, a bateria é realmente uma arma muito rápida da banda, um pedal duplo que consegue criar um buraco negro de tão rápido que é o seu som, a guitarra consegue criar uma euforia dentro do caos, uma música extrema do começo ao fim, o vocal é extremamente fechado, em alguns momentos parece ser mentira o que o vocalista consegue fazer com sua voz de tão fechado que se torna o som.

Colocando tanta potência logo de cara no álbum dificilmente não agradaria o fã desse gênero, mas se você esta conhecendo agora o Brutal Death Metal não se assuste, esse gênero é o puro relato de uma carnificina.

 Transcend The River Of Blindness And Feed’em With Your Puking Hate é o pequeno nome da música seguinte e ela consegue ser tão impactante quanto o nome, a banda consegue apresentar uma característica muito interessante, pois mesmo que não saia do Brutal Death Metal, ela ainda pega um pouco, bem pouco, mas que é uma das características principais do outro subgênero, que é o Technical Death Metal, a banda puxa para essa música a guitarra gritante que consegue deixar o som mais ácido ainda, a velocidade da bateria é realmente um crime, essa banda tem músicos excelentes, Tobi é um baterista de tirar o fôlego, realmente sua técnica é impressionante, tão impressionante quanto o vocalista Gabriel que consegue fazer o som mais absurdo do mundo, se existe uma barreira entre o impossível do peso vocal, ele realmente chegou nela ou quebrou a barreira, realmente faz uma técnica de ótima qualidade.

Quando você escuta a música “The Juggernaut” você consegue sentir que você acabou de amarrar alguém em uma mesa e vai arrancar cada pedaço dela da forma que mais dolorosa possível, mas alem da mente que fica viva com esse trabalho, a banda apresenta a sensacional linha do som do baixo que consegue fazer a música ser diferente, mesmo puxando muito do extremo, a música se torna impactante.

Improvise For Imperfection é uma das melhores músicas do álbum com toda certeza e ela mostra isso logo de cara com a técnica do baterista e sua criatividade que consegue puxar tudo que tem em seu instrumento para fazer o melhor possível para o som.

Realmente 2015 vai ficar marcado por esses lançamentos sensacionais de Brutal Death Metal e talvez esse ano se torne o ano da coroa sangrenta.



Postado por: Renan Martins

domingo, 15 de março de 2015

Macabre Demise: Homicidal Parasites



Brutal Death Metal


Macabre Demise uma das melhores bandas de Brutal Death Metal da atualidade.

Toda a brutalidade possível foi colocada nas músicas desse novo álbum da Macabre Demise  que é uma das mais potentes bandas do Brutal Death Metal.

O álbum é tão completo que pouco consigo escrever a respeito, mas começando sem frescuras, o álbum tem uma arte de capa magnífica, uma arte que consegue mostrar logo de cara que vai ser um trabalho da melhor qualidade.

A primeira música do álbum intitulada “Homicidal parasites” começa com um som totalmente pesado, totalmente bruto, uma bateria que é rápida e tem uma qualidade impecável, conseguindo apostar em um pedal duplo da mais pura fúria, uma guitarra que aparece criando um riff muito denso, muito pesado e que consegue em alguns momentos puxar algo mais melódico dando um tom de euforia para a música, uma forma impecável de começar o álbum.

Perverse torture é a segunda música do álbum e ela aparece ainda mais puxada para o lado clássico do Brutal Death, com uma bateria totalmente rápida e forte que em alguns momentos fica seca, o baixo aparece nitidamente na música conseguindo dar uma potência muito impactante no som, uma banda que faz o mundo da tortura se tornar um paraíso ao escutar o álbum “Homicidal Parasites” como trilha.

Essa banda pode ser considerada uma das melhores por vários motivos, primeiro sem deixar dúvidas é pelo fato de que ela não fica apostando em um Brutal Death Metal repetitivo, ela consegue puxar o máximo possível de criatividade para fazer um som que não é apenas pesado, mas também de qualidade, segundo ponto é que ela consegue fazer uma destruição de outro mundo com a bateria que é extremamente rápida e de ótima qualidade, consegue criar a destruição com o baixo que aparece lindamente nas músicas fazendo sua alma tremer e com a guitarra a banda consegue puxar a energia de estar esmagando a cabeça de uma vítima, então é muito difícil essa banda não ser considerada uma das melhores.

Resurrection of the walking dead tem uma velocidade impecável na bateria que consegue trabalhar com os pratos sem deixar faltar nada, a música tem apenas 2 minutos, mas ela tem a capacidade de fazer um furo em sua mente e trazer o seu pesadelo mais antigo para a vida.

Outro fato muito interessante dessa banda é que ela não é feita por 5 pessoas, para falar a verdade ela é feita por apenas uma, exatamente, uma pessoa que consegue criar a destruição em um planeta todo.
Andreas Rieger é o nome desse talento puro que consegue fazer o sangue ser a arte mais viva em todos nós.

Contando como um ponto extremamente positivo para a banda é que ela não tem um som totalmente fechado, ou seja, o vocal da banda consegue fazer um gutural um tanto mais aberto e um tanto mais destruidor, você consegue captar a raiva e a podridão da alma do músico, realmente Andreas Rieger  consegue puxar a linha das one man band da melhor forma, junto com bandas como Viral Load e Putrid Pile, mas claro que a qualidade desse álbum que já faz 2015 começar da melhor forma possível está impecável, uma qualidade de produção de tirar o fôlego e com músicas que conseguem fazer o Diabo tremer.

Back from the dead é uma das faixas que traz o lado cruel de cada pessoa, uma música que consegue ser impecável, e do underground nasce a banda que provavelmente tem o melhor lançamento desse ano até o momento, superando até o gigante Hate da Polônia com seu álbum “Crusade:Zero” que saiu via Napalm Records.

Se existe uma lição que você deve aprender com o Brutal Death Metal é nunca pular, apagar ou não escutar a música que tem menos de 1 minuto, prova disso é o encerramento desse álbum que consegue arrancar sua cabeça do lugar e te jogar no chão.

A música “Bloodbath” tem apenas 59 segundos e são 59 de pura loucura, de muito poder, de muita insanidade e a bateria é totalmente destruidora, o vocal nem preciso comentar, um dos melhores vocais do Brutal Death Metal.




Postado por: Renan Martins

quarta-feira, 11 de março de 2015

The Overmind: Dissolution



Technical Deathcore/ Brutal Death Metal


The Overmind, o nome que consegue mostrar o que é realmente fazer um Technical Deathcore da melhor qualidade.

Criar uma banda e apostar na sonoridade do Technical Deathcore é muito complicado, o Technical é um subgênero que se não trabalhado da forma correta se torna totalmente cansativo e igual às outras bandas.

Felizmente The Overmind consegue trabalhar da forma correta e consegue fazer um som destruidor com seu trabalho intitulado “Dissolution”, que carrega uma arte de capa totalmente ácida por conta do verde e muito bem trabalhada sem fugir do clássico bem feito do Deathcore e da técnica do Technical Death Metal.

A primeira música do álbum intitulada “Descent Protocol” é uma das melhores formas de começar o trabalho, como questionar uma banda que consegue começar destruindo tudo com uma guitarra gritante e que consegue fazer o lado Technical ficar tão nítido, a bateria é extremamente rápida e consegue fazer uma quebra de ritmo da melhor qualidade, o vocal consegue puxar bastante do que tem no mundo do Death Metal, mas quando aparece o rasgado do vocal realmente o Deathcore aparece na música.

 Descent Protocol consegue puxar totalmente a qualidade dos músicos e mostrar que a banda é destruidora e a música ainda conta com um solo da melhor qualidade que consegue dar uma paz na música que é uma das melhores desse lançamento.

Blueprint Bioforms começa com uma forma digna do Death Metal, uma forma potente de criar os riff’s que conseguem fazer tremer as estruturas de uma mente perturbada.

O vocal dessa música consegue puxar um lado muito denso, um gutural extremamente pesado e de qualidade excelente, um tom tão profundo que chega próximo do pig squeal, a guitarra aparece novamente com um solo da melhor qualidade, a banda consegue apostar na hora certa com os solos, os solos fazem da musica ainda mais rica e isso faz com que o trabalho seja diferenciado.

Poucas bandas conseguem acertar a quantidade que deve ser usada dos elementos de cada mundo, no caso, Technical Death Metal e Deathcore, mas não parece ser difícil para essa banda, que consegue mesclar ambas da melhor forma possível, a energia do Deathcore fica viva em todo segundo, momentos que fazem sua alma tremer, o baterista consegue explorar tudo do instrumento, consegue explorar a forma mais intensa de tocar e também a forma mais clássica de tocar de cada gênero, o baixo que pouco comentado foi, aparece nas músicas de forma um tanto camuflada, mas ele tem um poder absurdo que fica nítido caso tirado da música, realmente uma banda que promete ser um potente nome nesse mundo do Technical Deathcore e não só mais uma.

I Wade Through Endless Corpses é uma das obras primas desse trabalho, a música consegue trazer um rimo mais pesado no vocal, uma cadência maior e o pig squeal aparece e consegue fazer tudo ser perfeito, realmente essa junção faz mudanças de outro nível, um som que tem tudo para ser o melhor desse lançamento, poucas bandas tem o poder para fazer qualidade tão magnífica quanto essa, uma música que consegue ser melhor que as anteriores que já são totalmente magníficas.



Postado por: Renan Martins