quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

NilExistence: Existence In Revelation



Death Metal





A qualidade não está ligada com a quantidade e a banda NilExistence mostrou que sabe fazer a destruição com apenas duas faixas.

NilExistence tem uma forma muito brutal de fazer o seu som, e se você não tem tempo para escutar música, a banda consegue colocar toda a qualidade do mundo em apenas duas músicas, então tempo você vai ter para escutar e não vai se arrepender disso.

Em seu trabalho intitulado “Existence In Revelation” a banda não deixou faltar a fúria que está dentro da mente de cada músico e sem perder tempo a banda começou da melhor forma possível que foi com a faixa “The Quietus”, uma magnífica faixa.

The Quietus abre da melhor forma possível o álbum, não deixa faltar empenho de nenhuma parte, a bateria consegue mostrar sua velocidade de forma impactante e muito brutal, a guitarra sempre muito bem trabalhada, sempre explorando da melhor forma possível o som, o baixo consegue ser nítido na música e isso é sempre muito válido, a música se torna ainda mais rica, ainda mais bem feita.

Essa é a forma mais interessante possível para começar um trabalho, com uma música que consegue puxar todo o sentimento de todos os músicos, uma velocidade incrível dentro do gênero que é o Death Metal e sem deixar faltar o gutural que é de uma qualidade absurda, um vocal que não deixa faltar brutalidade e para deixar tudo ainda mais magnífico a banda consegue mesclar a questão da melodia com o peso, fazendo tudo ser ainda mais agradável.

NilExistence fez algo genial, a arte de capa é sempre algo muito importante, ela é a primeira parte do trabalho que chama atenção e nesse caso a banda não poderia deixar de fazer uma arte muito bem feita.

Não existe um padrão para criar uma arte de capa muito bem feito, porém, existe uma pessoa que consegue fazer das sombras, do caos, do inferno e da obscuridade a arte perfeita para o trabalho extremo, Seth Siro é o nome do mais magnífico artista dentro do mundo do metal e  a arte de capa do trabalho “Existence In Revelation” do NilExistence foi criada por esse gênio que é o Seth, uma arte que consegue transmitir toda o sentimento de destruição e de ódio da banda, ao escutar as músicas você consegue sentir o que está acontecendo dentro da imagem do álbum.

Para encerrar aparece a faixa intitulada “Screams Form Silence” que tem um pedal duplo de outro mundo, uma música que faz uma destruição muito gigantesca, um vocal que consegue quebrar tudo que existe de impossível com seu gutural totalmente profundo, você consegue entrar em um mundo criado pela banda em que o caos está vivo e você começa a correr dentro de um espaço curto de tempo, os prédios estão desabando, pessoas estão morrendo ao seu redor e você só pode contar com você para conseguir continuar vivo, uma música formidável que consegue mostrar que essa banda tem um futuro muito grande.

Com apenas duas faixas NilExistence mostrou que potência não falta em sua música e que o mundo do Metal ganhou mais um nome muito forte dentro do Death Metal, realmente essa banda tem absolutamente tudo para conquistar muito em seu tempo de vida.




Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Cvinger: The Enthronement ov Diabolical Souls



Black Metal


Cvinger, a morte caminha mais lentamente com o Black Metal bem feito dessa banda extremamente bem feita.

A banda foi criada em 2012 e tem sua carreira bem curta em questão de lançamentos, apenas uma Demo intitulada “Abyss of Horns” que saiu via independente, um EP intitulado “Monastery of Fallen” que saiu em 2013 e seu último lançamento é o mais impactante de todos que é o álbum “The Enthronement ov Diabolical Souls” que mostra a qualidade da banda sem deixar faltar absolutamente nada.

Não é segredo que a banda conseguiu fazer um som excelente em pouco tempo, e ela consegue mostrar como fazer um Black Metal bem trabalhado sem fugir da qualidade clássica desse gênero tão importante no mundo do Metal.

A primeira música intitulada “Chapter I: Charons passage to the world beyond” e não diferente de outras bandas, a Cvinger aposta em um instrumental, um instrumental que deixa um clima muito obscuro dentro do álbum, um vocal aparece, uma forma de fazer as almas levantarem do rio dos mortos.

Com um instrumental de qualidade tão forte não poderia fazer do restante do álbum algo fraco, e a banda não fez, a segunda música intitulada “Anno Inferni” tem uma bateria muito potente que consegue mostrar como um demônio acaba com a paz, a guitarra consegue criar uma linha de riff’s da melhor qualidade, o sentimento de obscuridade começa a nascer na alma de todos e assim a música consegue se tornar cada vez mais impactante, cada vez mais interessante, o vocal não deixa faltar empenho, o vocal rasgado, mas passando para o gutural em alguns momentos faz da música ainda mais das sombras.

A faixa Summoning começa de forma aterrorizante com um vocal super grave, você consegue imaginar apenas de escutar o vocal, muitas pessoas indo para a igreja, um reino que grita as mentiras de forma camuflada e consegue tomar o controle das almas perdidas, uma música que consegue colocar todo o sentimento de obscuridade de todos os integrantes da banda, uma música que consegue mostrar que o Black Metal está muito vivo e está cada vez mais explorado e essa banda sabe trabalhar com o que tem da melhor forma possível.

Um fato muito interessante da banda é que ela consegue explorar muito bem todos os instrumentos, a bateria conta com um pedal duplo em alguns momentos que consegue deixar tudo ainda mais brutal, a faixa “Eikmus Manifestation” é mestre em mostrar isso, uma forma de peso que monta o medo em sua mente, o baixo é muito bem explorado e fica nítido conforme escuta o álbum, um álbum que realmente surpreende e faz de 2014 ainda mais sensacional.

Não apenas no instrumental a banda sabe trabalhar, o vocal da banda é muito bem explorado, a técnica é muito valida, é muito bem construída, o vocalista consegue mudar do Harsh Vocal que não está tão aberto nessa banda, para o gutural que fica nítido na faixa “Bogs of the Ancient Ones”, uma música excelente e muito rápida, os riffs dignos do Black Metal aparecem e conseguem fazer ainda mais qualidade.

Quem comprar o álbum “The Enthronement ov Diabolical Souls” pode ter uma certeza, música de qualidade não vai faltar em momento algum, sempre vai ter uma música que vai te fazer se sentir dentro do mundo da destruição, mas difícil ver isso em apenas uma das bandas, uma banda destruidora de mundos.

Outro ponto importante é que quem comprar o álbum terá excelentes imagens para conferir, a arte de capa do álbum é realmente linda, uma arte que consegue absorver tudo que existe dentro do álbum, qualidade, intensidade, criatividade e muita originalidade dentro do Black Metal para não fazer todas as músicas iguais, um álbum que faz o Black Metal ser ainda mais forte em 2014 que foi um ano de grandes lançamentos.



Postado por: Renan Martins

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Caliban: Ghost Empire



Metalcore


A Alemanha sempre conseguiu mostrar grandes nomes do Metal, isso dentro de todos os gêneros praticamente e o Metalcore não ficou de fora quando o assunto é carregar a bandeira do país com toda qualidade do mundo.

Uma das bandas mais consagradas do Metalcore consegue aparecer trazendo uma obra prima intitulada “Ghost Empire” que saiu via Century Media Records.

Ghost Empire é o novo lançamento da banda Caliban, uma banda potente e que não tem frescura em momento algum, o gutural é bem feito, a voz de peito tem um timbre excelente, uma música melhor que a outra, esse álbum tem o poder de fazer você querer escutar mais e mais do trabalho da banda.

Começando de forma impactante e destruidora, a banda coloca a música “King” sem medo, a música é sensacional e logo de cara consegue deixar o Metalcore vivo por completo, mas com o peso que só essa banda sabe utilizar, uma guitarra que tem total poder e que consegue fazer a melodia ser grudenta e em alguns momentos bem mais pesada, a energia que é colocada no vocal é algo realmente admirável, a banda consegue fazer com todo o amor possível o trabalho que está criando.

Chaos ‐ Creation tem uma cadência maior, você consegue sentir seu cérebro tremendo, uma nebulosa que o baixo consegue criar, uma música que junto do vocal um pouco mais rasgado combinou perfeitamente, mais uma vez a banda consegue ser sensacional e mostrar que seu trabalho é diferenciado.

A velocidade da bateria e peso aparecem de forma destruidora na música “Wolves And Rats” que tem uma energia impactante do começo ao fim, você consegue escutar e assim que você escuta sua alma começa a entrar em um mundo de puro caos em que você é o único que pode mudar as coisas, mas diferente disso você não quer a paz, você quer viver do caos que a música transmite para seu coração.

Good Man, uma faixa que mostra um lado diferente, mas que não poderia faltar já que o assunto é Metalcore, a banda consegue colocar um começo bem melancólico, bem triste e solitário, uma bateria rápida sem apostar muito no peso absurdo, um violão trabalhando para dar uma atmosfera um tanto mais triste e ele de fato consegue, o teclado aparece trazendo uma atmosfera também muito melancólica, a voz de peito é perfeita para a faixa e consegue fazer você entrar no mundo criado por Caliban, mas não se engane a música muda todo o cenário e começa a se tornar mais pesada ao caminhar da música, uma faixa impecável.

Pegando ainda uma característica muito forte do Metalcore que é o trabalho entre a voz de peito e o gutural, a banda consegue mesclar muito bem, a voz se torna cada vez mais rasgada e a voz de peito ganha muito espaço na faixa “I Am Rebellion”, mas diferente de muitas bandas, essa não aposta em uma voz de peito fraca, a qualidade da voz de peito é sensacional e consegue dar um clima diferenciado para a faixa que se torna uma faixa importante dentro do álbum para conseguir prender mais e mais da sua mente para nunca esquecer esse ótimo lançamento.

Se a banda é uma das principais do mundo do Metalcore, ela não poderia deixar de conhecer a outra banda que também domina o Metalcore que é a magnífica banda Trivium, e a faixa intitulada “Falling Downwards (feat. Matt Heafy of Trivium)” é provavelmente a melhor do álbum, uma música que não deixa faltar absolutamente nada.

A música “Falling Downwards” tem um clima de dor, uma música que consegue mostrar todo o sentimento da banda, a sonoridade dela é diferente, tem muita criatividade, todos os instrumentos aparecem da melhor forma possível, uma música melhor que a outra para fazer o álbum ser sempre lembrado e encerrar com a participação do sensacional Matt Heafy é para mostrar que seu trabalho realmente é de outro mundo.



Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

D.A.M: The Awakening


Melodic Death Metal



O Brasil apresenta para o mundo a banda que está conseguindo romper todas as barreiras, D.A.M, a banda que traz o puro Melodic Death Metal.

A banda mesmo sendo nova, tem um empenho e uma técnica de outro mundo, o seu último lançamento intitulado “The Awakening” mostra todo o lado mais trabalhado da banda, e deixa claro que o nome D.A.M não será esquecido.

Começando o trabalho da banda com a música “From the Ashes(T.J.O.T.F)”  que é uma faixa impecável, o começo totalmente atmosférico te faz imaginar que está entrando em um castelo totalmente obscuro, a banda sabe trabalhar muito bem com tudo que tem em mãos, mas sempre colocando o Melodic Death Metal em destaque, a voz de peito aparece na música mostrando um novo lado da banda,  a voz de peito combina perfeitamente com a sonoridade, mas o gutural ainda existe e ele predomina.

The Great Work (Magnum Opus Pt I) tem uma introdução muito atmosférica também, o trabalho dessa banda é magnífico e consegue surpreender, o Melodic Death Metal está muito vivo nessa faixa e lembrando em alguns momentos até o Power Metal pela velocidade do teclado, uma música melhor que a outra, mas essa consegue trazer um vocal mais rasgado e em alguns momentos com mais peso, dando uma característica ainda mais agradável para a música, a voz de peito é explorada também, e quando ela aparece a sonoridade se torna ainda mais Power Metal.

Reborn from the Shadows aparece com uma sonoridade um tanto mais pesada, um tanto mais Melodic Death Metal, é complicado dizer qual é a melhor música do “The Awakening”, porem, essa faixa é uma das fortes para ganhar o título da melhor faixa, afinal, ela tem tudo, potência, velocidade e muita técnica e consegue mostrar um brilho dentro do caos.

D.A.M consegue em todos os lançamentos mostrar uma cara nova, mas sempre com a característica marcante do teclado sempre muito explorado, um vocal totalmente único que não é extremamente pesado, mas sempre combinando perfeitamente com a sonoridade do instrumental, a bateria da banda é sempre muito bem trabalhada, em alguns momentos trazendo o lado mais rústico com batidas violentas sem piedade e em outros momentos com muita velocidade, uma b anda que não deixa faltar nada, você assim que escuta consegue entrar no mesmo sentimento da banda, a euforia que está dentro de cada um.

Se existe alguma dificuldade em escutar o baixo em algumas banda, então no D.A.M não existe essa dificuldade, o baixo é sempre muito bem trabalhado e consegue fazer você entrar em uma onda alucinante, a faixa “Lies” deixa muito nítido o som do baixo, mas ele não some com a sonoridade dos outros instrumentos, uma vantagem que a banda sabe trabalhar, ela consegue deixar um espaço para cada instrumento e isso é sempre impactante, sempre importante, e nessa faixa a banda consegue mostrar um lado mais cadenciado, uma música sensacional que é marcante, a mescla entre voz de peito e gutural faz da faixa ainda mais grudenta, esse é sem dúvidas o trabalho mais grudento da banda, mas isso não é ruim, afinal, música boa se uma vez em sua mente ela só vai fazer melhorias.

The Breaking Point(T.M.S pt IV) começa com muita energia, uma música que não perde tempo, o gutural está um pouco mais fechado, bem mais potente que o anterior, o instrumental está muito mais pesado, uma música que não tem frescura e conta com um teclado ao fundo que faz você querer escutar mais e mais do trabalho da banda, uma das melhores faixas do álbum.

The Awakening a faixa título, começa um tanto mais carregada que as anteriores, mas assim que entra o instrumental conseguimos notar a energia que não tem fim, uma música excelente que merece estar carregando o título do álbum, o teclado da banda consegue deixar épico o som da banda, uma musica muito bem trabalhada.

Para encerrar o “The Awakening” a banda escolheu a faixa “Thelema” que tem um peso muito interessante, um peso que consegue trazer muito brilho ao mesmo tempo, a faixa encerra o lançamento da forma mais magnífica possível, uma música melhor que a outra, isso é ser D.A.M, é saber trabalhar com qualidade e sempre conseguindo superar as expectativas.




Postado por: Renan Martins

domingo, 21 de dezembro de 2014

H5N1: A Time of No Tomorrows



Death Metal


H5N1, uma nova forma de ver o mundo do Death Metal, uma banda brutal que consegue trazer em seu som uma sonoridade totalmente saturada e com muito poder.

A banda não se preocupa em trazer um som totalmente limpo com guitarras gritantes, mas sim o peso que prevalece, uma forma de fazer você entrar dentro do escuro e sentir sua mente te metralhar com todo o terror do mundo.

Em seu álbum intitulado “A Time of No Tomorrows” que saiu via independente contem uma sonoridade destruidora, um urro diabólico que consegue fazer ter a vontade de entrar no mundo tenebroso criado pela banda.

Começando o álbum já com muito empenho na brutalidade do Death Metal mais puro possível, a banda aposta na faixa “Biochemical Warfare Kvlt” que tem uma introdução de uma conversa e logo após as vozes se tornam um tanto robóticas e a bateria aparece com muita destruição um pedal duplo digno do Death Metal e a guitarra totalmente saturada, uma sonoridade que lembra as Demos do bom e clássico Black Metal, uma sonoridade totalmente rustica, mas que consegue trazer o Death Metal da melhor forma.

Biochemical Warfare Kvlt foi uma excelente aposta para começar o álbum, mas uma boa aposta sempre tem que ter uma continuação tão boa quanto ou até melhor, e a banda não errou nisso, pois escolheu a música “Desanguination” que consegue mostrar muito a sonoridade do baixo, um instrumento que tem total força na banda, ele consegue construir um monstro dentro da sonoridade, uma música muito mais bruta quando ele é explorado da forma correta e isso a banda nunca erra.

Ministry of Supreme Hemorrhagic Revolution começa de uma forma totalmente Death Metal, uma sonoridade totalmente puxada pela guitarra distorcida e com um tom de destruição, a bateria aparece aos poucos e consegue trazer a força, a vida, a juventude e a destruição com o pedal que é sempre muito bem explorado e com os pratos que tem muito para deixar a banda cada vez melhor, isso sempre é bem interessante dessa banda, ela nunca deixa faltar nada do mundo do Death Metal, a música apresenta uma bateria muito mais preocupada em trabalhar com os pratos e isso deixa ela um tanto diferente das outras do álbum.

Embracing the Pandemic Principle a música que faz totalmente a diferença dentro do álbum, o motivo disso é que ela mostra algo diferente de todas as outras, não só na introdução, mas por um completo, a introdução da música tem muito talento, uma sonoridade inexplicável que consegue fazer você olhar para o paraíso e ver ele abrindo as portas, mas quando você menos espera, o oceano começa a se tornar ainda mais pesado e você consegue ver sua alma sendo carregada para o inferno, o fogo se torna cada vez mais ardente, cada vez mais destruidor, o vocal consegue trazer a brutalidade, a obscuridade do Death Metal, um gutural totalmente fechado que consegue ser muito compatível com a sonoridade do baixo que tem um poder absurdo, uma guitarra que consegue mostrar para todos que sua força está viva e que ela faz total diferença e a bateria consegue expandir ainda mais a sonoridade com um pedal sempre bem trabalhado e trabalhando com os pratos da melhor forma possível.

H5N1 consegue entrar no cenário do Death Metal e com ele trazer uma forma diferente de mostrar que a qualidade do álbum não interfere muito quando a banda tem a técnica e tem a brutalidade necessária para mostrar que o sentimento conta bem mais.

Com muito empenho a banda consegue colocar o nome do Canada, um país adorável que consegue se tornar cada vez mais frequente no mundo do Metal, nomes como Cuff, H5N1 devem ser lembrados quando o assunto for Death Metal do Canada.

Para encerrar o álbum a banda escolheu a faixa “A time of no tomorrow” uma música que consegue trazer o Death Metal da melhor forma, um bateria rápida, um pedal bem trabalhado, um vocal que consegue mostrar a brutalidade que existe dentro da alma do vocalista e uma junção entre o baixo e guitarra que faz total diferença para a música ser ainda mais destruidora, encerrando o álbum da melhor forma possível.




Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Cuff: Transient Suffering Through the Ergosphere




Death Metal/Grindcore


A brutalidade nunca deixa de existir quando o assunto é a banda Cuff, uma sensacional arma que consegue fazer o sangue ser ainda mais vivo dentro da mente de um demônio.

A banda tem uma carreira um tanto longa e consegue com sua quantidade excelente de lançamentos, mostrar o quanto ela tem de peso e seu ultimo álbum intitulado “Transient Suffering Through the Ergosphere” é uma verdadeira obra prima da brutalidade.

Começando sem frescura e com muita dor, a primeira música intitulada “Spastic Craniotomy” tem um grito para começar a música da melhor forma possível e logo depois de uma atmosfera totalmente macabra, a banda consegue colocar todo o seu poder em um vocal totalmente destruidor e que consegue trazer ainda mais brutalidade para a música, uma bateria que consegue trabalhar muito com os pratos, o vocal traz a profundidade do inferno que esquenta cada vez mais alma conforme a música vai chegando ao fim.

A segunda música não perde o peso em momento algum, ela traz um vocal ainda mais fechado, algo ainda mais difícil de fazer, uma forma ainda mais destruidora de viver, uma bateria que está ainda trabalhando com muito empenho focando na fúria da alma, uma guitarra suja que consegue trazer a melodia e o peso em determinados momentos.

Lembrando uma introdução um tanto Technical Death Metal, a música “Transfusion of Bodily Fluids” mostra como é bem trabalhado o som da banda, como o peso pode ser colocado sem medo e a banda consegue ainda mais absurdamente colocar o peso da forma mais intensa possível, uma dor, uma destruição, uma arma que não tem data para terminar, uma banda que não deixa faltar nada.

Um ponto positivo da banda é que ela consegue trazer toda a brutalidade, todo o peso e consegue fazer você entrar no mundo mais bizarro possível, uma forma de fazer você se sentir dentro da mente de um porco e a banda consegue deixar todos os instrumentos vivos, consegue deixar a bateria com muito foco, um peso muito grande e uma velocidade que faz total diferença, poucas as músicas da banda fazem você se cansar de escutar o álbum, a guitarra consegue ser totalmente suja em alguns momentos, mas consegue também trazer melodia e um som totalmente grudento em determinado momento, uma forma de fazer você querer escutar mais e mais do trabalho dessa banda magnífica que honra da melhor forma possível o Canadá, esse país incrível que tem uma qualidade muito boa no metal.

A banda puxa o Death Metal e mistura com o Grindcore, e claro, músicas de Grindcore não poderiam faltar músicas de 1 minuto ou curtas, então, esse álbum conta com a faixa “The Transcendence of Mankind”  que tem 1 minuto e é uma forma brutal de passar o tempo, você sente dentro de um estomago de uma monstruosidade, a forma de criar dessa banda é sempre excelente, você consegue sair da realidade e entrar no mundo de Cuff, uma banda que não deixa faltar nada, você vai conseguir encontrar sangue, vai conseguir encontrar dor, vai conseguir chorar e sofrer com esse álbum que tem um empenho sensacional em mostrar que o seus pesadelos tem sim vida e você está prestes a ter contato com todos eles assim que escutar o álbum.

Cuff consegue mostrar as duas caras da banda com o Death Metal trazendo um pedal sensacional e trabalhando bastante com os pratos, uma forma de fazer o som ser ainda mais agradável, ainda mais bem feito e não deixando cansativo a sonoridade do álbum, a banda mostra também o lado do Grindcore, um Grindcore que também está em alguns momentos mostrados na bateria com uma sonoridade bem seca e bem destruidora, o vocal é totalmente focado no mundo do Grindcore com um timbre muito profundo e totalmente impossível de ser copiado.

Para encerrar o álbum a banda escolhe a faixa “Supreme Genital Goddess” que começa com uma atmosfera muito bem construída pela guitarra e a bateria consegue trazer uma sonoridade pesada e o baixo muito nítido aparece criando uma forma excelente de destruir tudo que está em seu caminho, uma música excelente para fechar o trabalho. 




Postado por: Renan Martins

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Ethereal Woods



Lançado em 2004 via Supernal Music
(Thickthorn)

Black Metal

1. Nocturnal Illusions
2. Landscapes from the Past
3. Moonlit Forests
4. The Walk into Darkness
5. The Eternal Battle
6. Thickthorn
7. The Woods of Ancient Dreams
8. Reign of Terror



Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Laster: De verste verte is hier



 Atmospheric Black Metal


Laster o Atmospheric Black Metal carregando as almas para o outro mundo.

A banda tem uma atmosfera muito impecável e consegue fazer você entrar em um cenário totalmente diferente, uma das principais características da banda é que ela consegue puxar o Black Metal antigo da forma mais impactante possível.

Não focado em criar algo exagerado, mas sim em criar algo bem feito, bem construído, Laster tem como foco ser interessante impactante e completa e isso ela consegue facilmente.

A carreira da banda tem poucos lançamentos, contando com apenas uma DEMO intitulado “Wijsgeer & Narreman” que saiu via independente e um álbum que é sensacional que é o “De verste verte is hier” que saiu via Dunkelheit Produktionen.

Dunkelheit Produktionen acertou muito em escolher esse álbum, pois a criatividade que você consegue puxar logo na primeira faixa intitulada “Alles wat mij bevalt, ontvalt me” é incrível.

Alles wat mij bevalt, ontvalt me mostra um mundo diferente, uma bateria que consegue criar uma velocidade muito intensa, uma sonoridade que sabe explorar bem o que tem em seu caminho, um prato que é totalmente explorado, uma velocidade que em determinados momentos fica ainda maior conseguindo fazer da musica ainda mais impactante.

Começando o álbum dessa forma, a banda não poderia errar em escolher uma segunda música de tanta qualidade, e ela não errou, pois escolheu a faixa “Tot de tocht ons verlicht” que começa de forma atmosférica, mas logo em seguida ganha uma velocidade de extrema euforia, uma música que faz você pensar no seu dia a dia, uma música que te faz sentir a alma molhada da chuva que cai tão lentamente do céu fazendo do seu momento ainda mais marcante, uma música que faz você querer escutar mais e mais do trabalho da banda.

O vocal dessa banda tem uma característica muito intensa, ele consegue explorar bem o que tem e faz um Harsh Vocal muito aberto conseguindo em alguns momentos lembrar até o próprio Depressive Black Metal que é um subgênero magnífico do Black Metal, mas a banda não perde suas características reais.

Poucas são as bandas que conseguem explorar tudo o que tem em suas mãos, mas isso não acontece com essa banda, Laster consegue mostrar que seu atmosferic Black Metal é diferenciado por não ser repetitivo e nem ser cansativo, muitas bandas acabam pecando com isso, uma das melhores formas de criar é fazendo um som simples, e a Laster consegue fazer isso da forma mais sensacional possível.

Laster conta ainda com o músico W. Damiaen, que é membro da banda Nevel de Depressive Black Metal, uma excelente banda, e isso fazem da Laster com mais qualidade ainda, uma banda que tem tudo para conseguir muito espaço no mundo do Black Metal e do Atmospheric Black Metal, os países baixos mostrando sempre seu poder dentro do mundo do Metal.

Ik - mijn masker a música que começa trazendo o sentimento do obscuro, a música que consegue fazer você notar muito bem o Atmospheric ao fundo, a guitarra consegue criar uma linha extremamente bem feita para sua mente se sentir confortável dentro do caos, uma melancolia, uma lágrima que consegue aparecer dentro do obscuro, uma forma cada vez mais interessante de fazer tudo ser mais impactante.

Laster ganha muito com a capacidade de trazer o real Black Metal dentro da música, sempre conseguindo mesclar da forma mais interessante possível o Black Metal tradicional com suas vertentes e fazendo disso algo marcante, um álbum sensacional que conseguiu fazer de 2014 ainda melhor.



Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

StaliNO: Seven Voices



Technical Death Metal



StaliNO, o caos dentro do Technical Death Metal.

A Ucrânia apresenta uma grande quantidade de bandas, em sua maioria de qualidade e de muita técnica, e o StaliNO aparece entre elas para mostrar que seu Technical Death Metal tem tudo para ser lembrado.

Em seu álbum “Seven Voices” que saiu via Coyote Records que é um selo muito potente carregando bandas como Bursa Lamb que é uma das revelações mais impactantes desse ano, Tu Carne, Revilement e uma lista sem fim de extremo peso, a banda conseguiu com o Seven Voices mostrar um lado ainda mais brutal do que no primeiro trabalho, o EP intitulado “Conflict” que saiu via Eclectic Productions.

Seven Voices começa com uma brutalidade muito grande, um gutural que consegue jogar sua alma extremamente para baixo, uma música que consegue puxar da forma mais impactante possível seus sentimentos, a guitarra consegue apresentar uma sonoridade gritante e muito digna do que é o Technical Death Metal.

One Trail, a segunda faixa do álbum, aparece trazendo um lado ainda mais Technical Death, esse álbum consegue mostrar bem a qualidade de todos os músicos, a bateria consegue fazer uma construção totalmente interessante, uma sonoridade que chega no lado mais seco, em alguns momentos a sonoridade se torna mais densa, mas sempre muito rápido, sempre trabalhando com a velocidade mais impactante possível, o baixo aparece muito nítido na música, esse álbum consegue se tornar cada vez melhor, cada música, cada momento, cada urro, tudo tornando esse álbum, cada vez mais sólido.

The Head Cut off in Dreams é a terceira faixa do álbum e não poderia deixar faltar nada, não poderia deixar a sonoridade se tornar fraca, e essa banda não deixou, essa música consegue apresentar uma guitarra ainda mais gritante, ainda mais atordoante, uma música melhor que a outra e essa não poderia ser diferente, o vocal aparece muito pesado, um gutural que conseguiu evoluir muito de um trabalho para o outro, em alguns momentos o vocal que já consegue transmitir um peso muito grande, fica ainda mais denso, ainda mais profundo, fazendo uma onda de sangue lavar seu corpo em segundos.

Seven Voices conta com uma mudança que ficou nítida, a saída do vocalista Eugene Grachyov que ficou no EP, Eugene Grachyov consegue transmitir um vocal muito interessante, um ótimo vocalista que conseguiu fazer do EP ainda melhor, mas o peso e a profundidade brutal colocada na música por Motona consegue fazer com que o Seven Voices seja um álbum ainda mais interessante, ainda mais destruidor, StaliNO consegue trazer uma mudança de vocal que se tornou ainda mais sólida dentro dos tempos.

A qualidade da banda não está ligada apenas com o vocal, muito longe disso, a banda consegue mostrar uma linha extremamente extrema que consegue fazer você se sentir dentro do caos, dentro da guerra, a sua alma perde o lado calmo e você começa a sentir seu sangue ferver, a bateria da banda é algo realmente admirável, uma forma brutal e com muita técnica de executar o trabalho sem que falte nada e consiga completar a sonoridade do baixo que consegue ser denso ao extremo trazendo o caminhar do exercito mais brutal já visto, uma musica melhor que a outra e uma música mostrando mais e mais da técnica do guitarrista que consegue fazer a sonoridade ser gritante em alguns momentos e em outros momentos lembrando até o Brutal Death Metal com tanto peso junto do vocal, uma banda completa.

Datura é uma faixa que consegue mostrar bem o que é o Technical Death Metal da banda, uma música que tem uma velocidade interessante, mas que não apresenta uma linha cansativa, uma música que consegue fazer a velocidade crescer e quando ela fica mais densa, não perde a qualidade, a banda realmente sabe trabalhar.

Buried in Abortion é a última música do álbum e a banda não poderia deixar essa faixa ser fraca, a qualidade dessa música é impecável, uma destruição pura, e o baixo ganha ainda mais espaço, ainda mais força, ainda mais impacto, esse álbum encerra da melhor forma o trabalho da banda, fazendo o mundo underground do Technical Death Metal ser ainda mais completo.




Postado por: Renan Martins