quarta-feira, 30 de abril de 2014

Eithel Sirion: Sigillum Diaboli



É impossível não ter um carinho pela França falando no mundo do Metal, principalmente quando se trata do Black Metal.

Não só no Symphonic Black Metal, Melodic Black Metal a França se supera, e sempre, ela sempre tem ótimos representantes e cada vez mais faz o país crescer no mundo do Metal, e mesmo que não tenha um nome que é conhecido em todos os cantos do mundo, o underground do Black Metal Francês é outro nível, um absurdo de criatividade misturado com muita originalidade e sentimento.

E é quase impossível falar do underground da França e do Black Metal em geral, e não falar da banda Eithel Sirion.

Eithel Sirion essa obscura banda tem uma tremenda qualidade e que surpreende com a pureza de seu Black Metal, e logo na sua segunda Demo intitulada “Sigillum Diaboli”, a banda já demonstrou a sua qualidade, e na primeira faixa que já começa com o título da Demo “Sigillum Diaboli”, a música traz uma atmosfera muito carrega e que completa toda a alma obscura da banda, e com um vocal totalmente aterrorizante, que parece que o próprio Demônio está conversando com você aclamando por sua alma, a banda da inicio para esse trabalho sensacional.

A segunda faixa “Satanic Immortal Veneration”, é uma verdadeira energia em forma de pedrada na boca, uma impactante música com uma bateria rápida e um som totalmente saturado e o vocal dessa música é tão sensacional, o urro inicial faz com que você imagina que um gárgula está sobrevoando o inferno e sua alma está lá para que você seja devorado por completo, o vocal quando começa a ser cantado em ritmo ao instrumental, você pode notar uma leve distorção que faz como se o corpo das pessoas estivessem entrando em estado de decomposição e as almas gritando por socorro.

O som rústico da banda é muito marcante, é único e difícil de achar hoje em dia, pois o trabalho deles tem uma sonoridade bem de Demo mesmo, mas uma Demo de qualidade, uma que traz um trabalho muito técnico e dedicado as forças obscuras do planeta.

A atmosfera é muito utilizada nessa banda e nessa música “Folorn Of Hope”, terceira música da Demo, você consegue sentir o seu corpo tremer com tamanha obscuridade colocada nessa faixa, o vocal dessa música é algo sensacional que amedronta é como se existisse um Demônio dentro da mente de cada um lutando para sair, gritando em seu ouvido para que você cometa algo de errado para que ele possa vencer a guerra.
A guitarra distorcida dessa faixa da um tom muito agradável e muita energia, a bateria é como se fosse o coração do inferno batendo todo momento e acelerando conforme o medo das pessoas fique maior, o baixo também é muito interessante pelo fato de completar perfeitamente a atmosfera.

Mesmo chegando perto do fim da Demo a banda não se desesperou e conseguiu ainda assim manter seu incrível trabalho, e na penúltima faixa intitulada “Command And Conquer”, a banda continuou com a sua linha de criação muito única.

Só que um pouco mais intensa que as anteriores a faixa mostra uma grande velocidade na bateria, e riff’s mais melódicos, porem, tudo muito obscuro, e é formidável ver como essa banda consegue fazer ser fácil criar um som tão único assim, o vocal é algo de outro mundo, um gutural praticamente de muita intensidade e muita potência com obscuridade, é tenebroso o trabalho dessa banda que carrega a bandeira Francesa.

E para orgulhar a França a Demo é encerrada com a melhor faixa do trabalho.
Intitulada “Despair And Tears”, a música vem com uma impactante e diferente forma de demonstrar o sentimento, dessa vez com o ódio mais evidente que nunca, a música ganhou uma atmosfera mais carregada, uma verdadeira trilha sonora da poesia macabra.



Postado por: Renan Martins

Grabak: Sin



Entre as gigantescas possibilidades de temas e de formas de criar uma música, o Black Metal vem sempre com seu estilo base que é trazendo o lado da intensidade, e não deixa faltar nada nisso.

E com esse lado intenso e incansável do Black Metal que sempre demonstrou uma tremenda qualidade em seu ódio, as bandas começaram a inovar e colocar elementos que fazem com que o seu som cada vez fique mais impactantes e marcantes, e com a banda Grabak isso aconteceu e ficou sensacional.

Em seu lançamento mais recente intitulado “Sin” a banda mostrou um lado mais técnico e mais obscuro ainda, mas sem deixar o Black Metal antigo de lado, e com foco na raiva a banda começou da melhor forma possível o seu álbum com a música “Prologue - The Covenant”, uma música que tem uma bateria muito rápida, uma verdadeira metralhado que lembra muito até o Black Death Metal, e a guitarra cria uma atmosfera muito obscura e quando a música entra em um ritmo mais pesado pela entrada do pedal duplo você consegue sentir toda a raiva do fundo da alma da banda, e se falta pra você um lado poético a banda veio e trouxe com ela um vocal lírico que entra após o pedal duplo e da uma temática linda para a música mesmo sem deixar de ser obscura.

Se a primeira faixa estava tão boa e você acha que não pode melhorar, de fato seria muito difícil fazer algo melhor, mas a banda conseguiu, e por isso se torna tão surpreendente, e na segunda música intitulada “Wrath - Into a mental inferno”, a bateria e a guitarra em sintonia criam um cenário onde uma nuvem escura aproxima trazendo o caos para o mundo, e com direito até ao solo de guitarra a música mostra o quanto é completa, e para completar a obscuridade e fúria da banda, o Harsh Vocal entra em sintonia com um gutural extremamente fechado que faz parecer que o Demônio está nascendo, e assim que segue para a próxima faixa tão Black Death Metal quanto poderia ser apesar de a banda ser Black Metal ela apresenta uma lembrança bem nítida da bateria do Death Metal, fazendo com que o som se torne ainda mais perfeito pela junção dos polos extremos do Metal.
 Nessa música o vocal está mais aberto, fazendo uma sonoridade de dor e raiva perfeitas, e se você achou que não poderia ficar melhor, você está enganado, pois assim que acaba o Harsh Vocal muda para o Gutural e logo em seguida ele volta para a sua alma retalhadora de sempre.

Gluttony - The King's Jester a faixa seguinte é totalmente eletrizante, e com o pedal duplo a música ganhou uma sonoridade tão única que dita o ritmo de um trator que suga todas as almas que tem pelo caminho em uma cidade esquecida por Deus onde tudo está de pé apenas para ser dominado.
O lado melódico nessa música aparece muito facilmente, e com uma carga de raiva gigantesca a música que tinha como Harsh Vocal, mudou para o Gutural dando ainda mais peso para a música.

Grabak não é a primeira banda a levar o nome da Alemanha para o cenário do Metal, mas com esse lançamento ela mostra o quanto é capaz e o quanto ela tem potencial para se tornar uma das melhores do gênero, e sem dúvida é uma das mais completas que eu já ouvi, pois a banda não deixa faltar nada, ela tem riff’s incríveis, uma bateria muito rápida e criativa, um baixo muito intenso e um vocal que consegue ser muito versátil passando do Harsh Vocal para o Gutural extremamente fechado e para o Gutural Grunt.

Greed - The Sign of the Rope a música já começa com uma bateria tão mortal, com uma sonoridade tão caótica que te faz estar praticamente dentro do inferno enquanto todas as almas estão presas e sofrendo e você caminha lentamente observando o sangue delas escorrerem, é sensacional essa música, guitarra totalmente bem composta, bateria muito rápida, baixo eletrizante e vocal impactante, uma banda da melhor qualidade, e surpreendentemente a banda ainda colocou uma parte de vocal de peito nessa faixa, coisa que não se vê muito no Black Metal.

Para encerrar esse álbum magnífico, a música “Epilogue - The Lord of Sin” foi escolhida e muito bem escolhida pela sua macabra introdução e pela sua empolgante composição, mas não espere um vocal, afinal é uma música instrumental, mas que encerra perfeitamente o álbum.

Grabak mostrou com esse lançamento não só que sabe fazer música boas, mas que tem muitas bandas que merecem ser faladas, merecem ser ouvidas no underground, afinal, o underground esconde as melhores bandas e Grabak é uma das melhores.




Postado por: Renan Martins

terça-feira, 29 de abril de 2014

Pestiferum: Dechus du Fléau



Faz muito tempo que certas bandas vêm apresentadas um trabalho sensacional que atinge todo mundo de uma forma muito impactante e sensacional.
Infelizmente não são todas as bandas que conseguem criar uma sonoridade diferente em seus trabalhos, mas isso não é o caso da banda Pestiferum.

Pestiferum é mais uma das bandas do Underground que vem trazendo sempre uma sonoridade excelente, e em seu álbum “Dechus du Fléau” que foi lançado em 2013 via Hass Weg Productions, mostrou uma qualidade tremenda da banda que carrega a linda bandeira Francesa que sempre lança novas bandas e sempre da melhor qualidade, e arrisco a dizer que a França é o lugar onde tem as melhores bandas de Black Metal, mas isso varia muito, afinal gosto é gosto, mas é inegável que a banda é sensacional.

E tomando como base de letras a banda não apostou em falar de Satanismo ou Demônios, mas apostou em falar de guerras e o lado Medieval, a banda faz um som muito bom, e logo na primeira faixa intitulada “Rats et Vermine, Messagers du Fléau”, a música já começa interessante com um som de ratos e logo depois já entra a guitarra muito melódica e em um ritmo muito intenso junto com a bateria, e sinceramente o vocal dessa banda é sensacional e muito impactante em seu Harsh Vocal mais grave trazendo um lado mais macabro para a música, essa faixa foi a escolha perfeita para começar esse álbum que tem uma arte de capa impecável.

A faixa seguinte de número 2 é uma mais cadenciada e que da uma destaque maior para o vocal, um vocal totalmente retaliado que parece que uma pessoa que já morreu está cantando demonstrando toda a sua dor enquanto levanta do túmulo, a eletrizante bateria que pode ser ouvida nitidamente junto dos riff’s da guitarra fazem uma atmosfera muito interessante que passa do tenebroso para o lado eufórico e agonizante da alma, sem dúvida “Ignis Plaga, Ignis Sacer” é uma das melhores faixas desse magnífico álbum.

Curationem Omnem, uma música muito incrível, ela  tem uma sonoridade muito bem construída, uma velocidade muito boa em seus riff’s melódicos e uma cadência na bateria muito interessante que traz todo um sentimento de dor e melancolia, e ao mesmo tempo de forma muito inteligente ela apresenta um cenário onde as pessoas estão gritando de agonia por estarem vivas, e com esse vocal totalmente rasgado e tenebroso a música vai ficando cada vez mais eufórica, chamativa e muito mais dolorosa, um tanto diferente da faixa seguinte intitulada “Combastio Leprosorum”.
Essa faixa continua cadenciada, e ela consegue dar um destaque muito bom para o baixo que faz uma sonoridade tremendamente potente e mesmo seguindo o lado cadenciado, essa música apresenta muito mais o lado que transmite o medo na alma das pessoas do que o lado de dor ou raiva, o medo transmitido em sua atmosfera faz com que todo o cenário imaginado mude para um mundo de solidão onde você vai viver condenado a vagar sozinho em meio ao seu pior pesadelo, essa música é perfeita, ela não deixa faltar nada, o vocal é excelente do começo até o fim do álbum, e mostra de forma muito interessante a evolução do trabalho da banda, afinal “Dechus du Fléau” é só o segundo álbum lançado pela banda, sendo o primeiro lançado em 2009 intitulado “Solstice d'Hiver”.

Des Pretres des Rites et des Défunts, essa faixa é interessante por completo, primeiro pelo fato dela ter uma introdução muito densa, e segundo porque ela remete o Black Metal Old School, com uma batida de pura raiva na bateria e com riff’s carregados e um baixo totalmente potente, e conforme vai avançando a música, o ritmo da música vai ficando mais rápido, e a faixa seguinte segue na mesma linha, porem com uma diferença, ela é ainda mais intensa, e conta com uma introdução muito boa com o vocal ditando um ritmo destruidor e nessa faixa
“Décimation du Vieux Continent Holocauste Bubonique”, a banda mostra que o Black Metal intenso existe e é sensacional em seu álbum.

Uma faixa muito diferente das anteriores, aquela faixa que ganha um destaque entre as outras, a que não poderia faltar, intitulada “Le Mal des Ardents”, a música tem uma introdução de violão que é sensacional, ela apresenta uma melancolia tremenda e deixa uma incrível atmosfera para o que está por vir ainda na mesma faixa, uma retaliação obscura de muita potência.

E com um grito de dor, nasce a música “Bénis soient ceux qui combleront la Breche de leurs Corps”, essa música é uma obra prima de outro mundo, ela tem uma introdução como se você estivesse rodeado por almas e elas estivessem gritando em sua orelha para você se sentir uma parte morta tanto quanto eles, e alem disso, a música tem uma sonoridade excelente, cadenciada e marcante.

Encerrando o álbum a faixa “Au Vent Mauvais” ganhou o direito de mostrar toda a sua classe e assim ela mostrou que encerrar um álbum não é para qualquer música.
Uma potente demonstração de obscuridade e riff’s rápidos e tudo isso fazendo uma atmosfera infernal, encerrando essa obra prima da banda da melhor forma possível.




Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Tsjuder: Demonic Possession




A impactante Noruega traz mais um incrível nome do cenário do Black Metal, e essa banda é de uma qualidade tremenda, e até fica difícil falar dela.

Tsjuder a banda que vem trazendo ao longo do tempo uma carreira gigantesca repleta de lançamentos sensacionais e com muita qualidade e técnica e sem falar do sentimento colocado em cada música, e alem disso a banda vem ainda hoje ganhando seguidores no mundo do Black Metal, e do Metal em geral pela sua tamanha qualidade.

E mesmo a banda tendo lançado já bastante material eu escolho falar do álbum “Demonic Possession”, o motivo dessa escolha é a qualidade excelente desse trabalho, que traz uma sonoridade tão crua, tão natural e ao mesmo tempo real do que é o Black Metal Norueguês, e é magnífico dês da arte de capa do álbum que são aquelas fotos clássicas de Black Metal com os membros da banda de Corpse Paint, e isso é magnífico e clássico, então só pode ser um trabalho excelente.

Começando com a faixa intitulada “Eriphion Epistates”, os membros da banda não perdem tempo em mostrar como será o álbum todo, essa música distorcida e muito agitada começa sem perder o foco do Black Metal Old School, e assim vai até o fim.
O vocal é excelente, não tem um momento em que ele deixa de transmitir o ódio e o sentimento de guerra, a bateria é rápida e incansável e contando com o riff magnífico e acelerado da guitarra o trabalho vai ficando melhor a cada comento.
E para coroar a faixa o vocal entra em sintonia com um gutural monstruoso de fundo e quase no término da música acontece um solo que é sensacional e cria uma atmosfera muito angustiante para a música, uma faixa sensacional que já começa o álbum da melhor forma possível.

A segunda faixa então é uma catapulta de energia negativa lançada no mundo, intitulada “Demoner av Satans Rike”, a música começa em uma velocidade incrível, uma carga de intensidade espantadora que ganha uma cadência ao decorrer da faixa, mas nada algo que faz tudo parar, o ódio transmitido nessa música é muito grande e sem dúvidas é uma faixa interessante que te faz entrar no ritmo muito fácil.
O cenário construído por essa música é quase que uma epidemia no mundo onde todo mundo quer matar todo mundo (praticamente essa epidemia existe) e tudo está turbulento e você consumido pelo ódio escolhe alguém para castigar e despejar toda a sua raiva.

A faixa seguinte de número 3 é uma marca sensacional da retaliação do Black Metal Norueguês.
Intitulada “Ancient Hate”, a música ganha um destaque muito grande em todos os polos, e consegue transmitir um sentimento em cada instrumento, a raiva na bateria que solta rápidas batidas, a dor no vocal que junta o Harsh Vocal com o Gutural formando assim uma perfeita e obscura atmosfera, o Baixo que traz um som denso carregando a tristeza com ele, e claro que não poderia faltar à guitarra que não deixa nunca de lado os riff’s rápidos, incansáveis de forma criativa que transmite toda angustia para a música.

E se você estava esperando uma música cadenciada, aquela que vai transmitir para a sua alma uma carga de ódio, porem sem a retaliação, você achou, só que não por completo, pois a faixa seguinte intitulada “Bloodshedding Horror”, conta com uma introdução excelente que mostra o lado mais cadenciado da banda, porem quando o vocal entra o instrumental fica mais rápido, principalmente na questão da bateria.

Deathwish a faixa de número 5 do álbum é igual uma faixa sensacional que é também muito distorcida e saturada, mas contando com o pedal duplo a música ficou tão sensacional junto com os riff’s rápidos da guitarra que conseguiu ser uma das melhores faixas do álbum, e isso só mostra como a banda é impecável, que consegue fazer todas as músicas incríveis sem deixar de lado as suas características e todas transmitindo muito sentimento.

E encerrando o “Demonic Possession” foi escolhida a faixa instrumental intitulada “Outro”, uma faixa rápida de apenas 1 minuto, uma faixa atmosférica que conta com um toque de um sino ao fundo, totalmente tenebroso e assim que encerra essa brilhante obra do Black Metal, mostrando mais uma vez que o Tsjuder é uma das maiores bandas desse gênero.



Postado por: Renan Martins

Carpathian Forest: Morbid Fascination of Death




A Noruega foi o principal país no meio do mundo Black Metal, a Catapulta do gênero tão intenso e impecável está nesse país escuro e gelado.

Claro que vindo da Noruega as bandas apresentam uma sonoridade muito única do Black Metal, e sempre representada por grandes bandas à Noruega nunca decepciona, e dessa vez quem carrega a bandeira Norueguesa é a incrível banda “Carpathian Forest”.

Carpathian Forest é uma banda que surpreende com seu som incrível, e em seu álbum “Morbid Fascination of Death” a banda apresenta um trabalho de outro mundo, com um nível absurdo de qualidade, e logo na primeira música você já se espanta com tamanha qualidade e criatividade para construir uma música trazendo uma sonoridade complexa e muito interessante com sua estrutura totalmente tenebrosa e carregada trazendo as trevas junto dela.
Com essa primeira faixa intitulada “Fever, Flames And Hell”, a banda conseguiu dar o tom ideal para começar o álbum, com uma bateria marcada como se estivesse ditando o ritmo da caminhada de Lúcifer, a banda conseguiu sem dúvidas escolher uma das melhores faixas para iniciar um álbum, pois a música te prende, e você fica querendo ouvir cada vez mais.

A segunda faixa intitulada “Doomed To Walk The Earth As Slaves Of The Living Dead”, começa com o vocal totalmente rasgado com o puro Harsh Vocal, e assim que vai avançando a música vai ficando mais agitada e com mais energia.
Se você conhece muitas bandas de Black Metal, você pode perceber que a maioria está sempre trazendo uma atmosfera mais dolorosa e de fúria, mas essa regra não se aplica para o Carpathian Forest, pois a banda traz uma sonoridade totalmente tenebrosa com uma atmosfera muito negra onde parece que tudo vai ser destruído e todos os puros de coração serão levados para o castigo eterno, e com uma bateria sensacional essa música começa com o lado mais eletrizante da banda, o vocal é sensacional e não apresenta em momento algum uma sonoridade repetitiva.

A faixa seguinte de número 3 intitulada “Morbid Fascination Of Death”, já começa pesada e cadavérica, e de forma muito interessante à banda traz o Black Metal Old School para a vida e não deixa a sua atmosfera obscura de lado, tornando ainda mais interessante o Black Metal, e com uma construção muito inteligente a banda consegue deixar evidente todos os instrumentos e conforme a música vai avançando você consegue notar a importância do baixo tenebroso, da guitarra rápida e da bateria que carrega a fúria.

E se para muitos é importante um álbum ter músicas boas seguidas então nesse álbum não vai ter esse problema, pois todas as músicas são impecáveis, uma melhor que a outra, e mostrando sempre a qualidade completa dos músicos que construíram uma base tão incrível para suas músicas, e nessa quarta faixa intitulada “Through Self-Mutilation”, a banda já começa com mais da sua tenebrosidade e carrega as trevas com ela, e assim que a música começa é muito fácil cair no cenário onde você está perdido em meio á um lugar cercado de dor e tristeza, mas carregado pelo ódio você acaba torturando as pessoas junto dos carrascos.
A música tem um destaque muito grande no baixo e no pedal duplo, que juntos fazem uma verdadeira máquina que peso, e com uma quebra no ritmo em alguns momentos a banda mostra a sua sonoridade como se fosse um trator que destrói tudo que está em sua frente, e não deixa faltar nada em todo o seu trabalho.

Knokkelmann a faixa seguinte vem trazendo uma sonoridade não tão rápida, ela é o exemplo vivo da cadência junto da densidade, mas isso não por muito tempo, a bateria em certos momentos fica um pouco mais rápida, e a raiva mais uma vez é colocada como destaque nesse impecável álbum, diferente um pouco da faixa seguinte intitulada “Warlord Of Misanthropy”, uma música que traz um pouco mais do lado da dor do que o lado da fúria, mas que não deixa de ser impecável e impactante.

E para provar como a banda tem qualidade e moral ela escolheu para ser a penúltima música a faixa “Ghoul ” sim a lendária música do Mayhem, e sinceramente esse cover ficou melhor que a original, mas como sempre digo, isso varia muito de quem está avaliando e ouvindo, mas independente do que a pessoa achar se ficou melhor ou não, esse cover só mostrou mais ainda a qualidade dessa banda sensacional e impecável da gelada Noruega.
E para encerrar essa obra prima a banda escolheu a música “Nostalgia”, uma música que é de tirar o fôlego, e que sinceramente, é absurdo a por completo, é muito impecável esse trabalho e a introdução que carrega a morte com ela com um toque grave junto da voz rasgada faz uma atmosfera excepcional, e assim a música fica por completo, encerrando o álbum “Morbid Fascination of Death” da melhor forma possível, provando que é uma das melhores bandas vivas do Black Metal até hoje.



Postado por: Renan Martins

domingo, 27 de abril de 2014

Actum Inferni: Kres panowania ery ludzi



Dês do começo dos tempos o mundo do Metal teve certos países que mostraram as melhores bandas, os mais criativos grupos e artistas, e nessa leva toda, certos países acabam conseguindo lançar artistas que atingem um patamar incrível, e a Polônia é um dos principais países quando se trata do Metal extremo.

A estrela Polonesa do Death Metal é algo incrível e único, constituída por Decapitated, Behemoth, Vader, Hate e Lost Soul, mas a Polônia não fica com grandes nomes apenas no Death Metal, ela também traz nomes e artistas sensacionais em outros gêneros, e um deles é a banda “Actum Inferni”, que apresenta um Black Metal totalmente turbulento e único.

É espantoso saber que a banda tem uma carreira não muito grande, e mesmo tendo apenas um lançamento antes da DEMO “Kres panowania ery ludzi”, que será o material que irei falar, ela já apresenta muita maturidade e muita qualidade, e sem dúvidas a banda conseguiu construir uma sólida base de ouvintes com uma sonoridade tão impecável e atraente pro lado saturado da alma.

Tão surpreendente quanto o fato de ser o segundo lançamento da banda, e o fato da DEMO “Kres panowania ery ludzi”, ter apenas 3 faixas, e conseguir chamar muita atenção com essas 3 faixas, pois são faixas sensacionais e muito bem construídas em seu lado obscuro e tenebroso puxando e trazendo para a vida o Black Metal mais retalhado e antigo possível.

A primeira faixa da DEMO já começa sem perder a angustia e a euforia, a faixa tem o título da DEMO “Kres panowania ery ludzi”, e assim que você começa a escutar a música você já entra no clima de muita retaliação, principalmente guiado pela bateria que castiga os pratos.
A sonoridade rústica é um toque muito atraente, são poucas as bandas que conseguem em logo seu segundo trabalho lançar músicas tão boas, e esse lado que surpreende mostrou nesse trabalho que a qualidade dos músicos é perfeita, inquestionável o talento.
O vocal da primeira faixa deixa claro o tom de dor e fúria na música, e com esse Harsh Vocal excelente no tom perfeito, ele faz com que a música não fique cansativa e a música ganha um momento de melancolia que é lindo e gruda na sua mente da melhor forma possível, fazendo você querer ouvir mais e mais da banda.

A faixa seguinte que é a faixa de número 2 tem o maior tempo de duração, e com 7 minutos a faixa intitulada “Propaganda Nienawiści” ganha um tempo maior para evoluir suas ideias tão boas e criativas, e não se engane em achar que só porque a música é maior que ela vai ser cansativa, pelo contrário, ela é muito elétrica e intensa.
A banda conseguiu retratar muito bem o que é o Black Metal nessa música, uma sonoridade rústica, como se estivesse sendo tudo gravado no gelo, e é interessante notar como a banda consegue atingir a melodia tão perfeita da guitarra em riff’s tão rápidos e ao mesmo tempo conseguir fazer um som tão saturado e cadavérico, o vocal nessa música é algo admirável também, principalmente pelo fato de ser intenso e em certos momentos o Harsh Vocal de pura agonia ganha um apoio do Gutural, dando uma atmosfera extremamente excelente para
“Propaganda Nienawiści”, a bateria também é sensacional e incansável, uma verdadeira metralhadora.

E para encerrar essa excelente DEMO foi escolhida a faixa “Ostateczna krucjata sił ciemności”
Uma faixa que entra em perfeita sintonia com a arte de capa, um retrato da Morte andando no gelo, isso já diz tudo o que é representado nessa música, uma sonoridade totalmente destruidora e sem piedade, uma forma impecável de encerrar um trabalho único.



Postado por: Renan Martins

sábado, 26 de abril de 2014

HateCrime: Рождение...Смерть



E novamente o Black Metal vem chamando total atenção com seu trabalho impactante, e dessa vez vem a banda HateCrime trazendo seu potente trabalho de muita qualidade e muita criatividade.

Não é de hoje que a produção no mundo da música se tornou excelente.
Hoje podemos contar com uma sonoridade excelente sem ruídos, sem nenhum tipo de interferência e com todos os efeitos possíveis criado pelos computadores, e mesmo assim o Black Metal embora tenha realmente ótimas bandas muito bem produzidas, ele ainda continua com uma sonoridade totalmente cadavérica, em estado de putrefação, onde você consegue encontrar um tom melancólico e ao mesmo tempo muito saturado, e talvez por isso o Black Metal consiga sempre surpreender e trazer bandas com trabalhos tão incríveis e únicos.

Fazia bastante tempo que uma banda não acertava tanto em uma sonoridade de uma DEMO tão bem construída em uma base totalmente completa, e quando eu digo completa, quero dizer dês do começo, dês dos menores detalhes feitos na arte de capa, até o ultimo riff que vai encerrar o trabalho, e foi assim que a banda HateCrime começou seu trabalho.

Com uma arte de capa totalmente inesquecível, a banda conseguiu juntar o psicodélico underground obscuro em uma arte de capa que traz um bebe chorando em um tom escuro trabalhando bastante com o cinza e ficou realmente sensacional, e a importância da arte de capa é tão grande que ela da um cenário para o álbum, e esse cenário faz muita diferença.

Sem ter medo de trazer de volta o lado retaliado do Black Metal antigo, a banda HateCrime apresentou uma surpreendente sonoridade em sua DEMO “Рождение...Смерть”.

A primeira faixa do álbum já começa interessante pelo fato de ser a faixa título, ou seja, “Рождение...Смерть”, e se você está esperando algo com bateria cadenciada e um vocal que só transmite um tipo de sentimento, você está totalmente enganado, e assim que começa a música você logo se depara com uma sonoridade potente e muito eletrizante.
Com uma carga totalmente gigante de muita fúria esse impecável Black Metal criado pela banda traz um lado mais negro da alma.
O Harsh Vocal não apresenta uma sonoridade cansativa, não é aquele agudo cansativo de ouvir, é um Harsh Vocal mais fechado, com urros impecáveis que não deixa faltar nada, e os riffs’ da guitarra entram em perfeita sintonia com a bateria, bateria eletrizante que utiliza a metralhadora para dar um ritmo ainda mais acelerado para essa magnífica música.

É muito interessante percebermos que a DEMO tem a função de mostrar a sonoridade da banda, como se fosse um cartão de boas vindas, e com o HateCrime podemos ver que seu trabalho será impecável pela potência, criatividade e energia.

A faixa seguinte de número 2 intitulada “Начинай Убивать”, é uma amostra impecável de uma introdução antiga de Black Metal.
Um Riff’s de guitarra muito distorcido, e logo em seguida um solo de baixo é ouvido, e sem dúvidas, essa banda conseguiu demonstrar muito bem qual a sua proposta no Metal, e nessa faixa ela conseguiu deixar todos os instrumentos evidentes, tornando muito fácil absorver tanto o som da guitarra quanto o som da bateria e do baixo principalmente.

A ultima faixa da DEMO vem com o título de “Забытое Имя”.
Uma faixa eletricamente impecável, e sem dúvida a mais atordoante do álbum, a que mais lembra o Black Metal em sua construção por contar com riff’s rápidos e muito criativos.
Nessa música podemos notar até a junção do Harsh Vocal com o Gutural em alguns momentos, uma sensacional DEMO, da melhor qualidade.




Postado por: Renan Martins

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Sargeist: Feeding the Crawling Shadows




Novamente estamos aqui com um álbum excelente, underground e de uma banda que vem do país mais impecável de todos no metal, que á Finlândia.

A banda Sargeist vem com um novo álbum intitulado “Feeding the Crawling Shadows”, e a banda nunca decepciona, e nesse álbum ela traz uma sonoridade tão incrível quanto o restante da sua carreira.

A primeira música do álbum já começa com o título do CD “Feeding the Crawling Shadows”, a música começa com uma atmosfera aterrorizante, como se estivesse pronto para acontecer uma revolução no planeta, e assim que começa o instrumental você pode notar uma incrível e impactante sonoridade, o profundo vocal faz com que você imagine uma voz que está ecoando no fim de um túnel, só que esse túnel está ligando o nosso planeta com o inferno.
A música já começa deixando claro que o trabalho que está por vir será totalmente retalhado da melhor forma possível do Black Metal das antigas

A segunda faixa é tão eletrizante quanto à primeira, mas começa com um ritmo com uma melodia mais evidente, intitulada “In Charnel Darkness”, a música conta com riff’s muito melódicos e de muita classe, que deixa o álbum com mais brilho, mas não algo fraco, mas um brilho obscuro de tortura do espírito humano, o baterista mostra toda a sua técnica e mostra a qualidade que é ótima, e mostrando que é incansável, a junção se tornou perfeito com a voz que é totalmente rasgada no Harsh Vocal que mostra muito a dor do vocalista, e sem deixar a velocidade acabar, a música vai ficando cada vez mais distorcida e incrível, uma potente faixa desse álbum que já inicia o ano de 2014 com o pé direito.

Muito diferente das faixas anteriores, a “Unto the Undead Temple” começa com uma guitarra em um riff muito interessante e solto, com uma leve distorção ele dita um ritmo de muita energia, e assim acontece com a bateria que vai crescendo conforme vai avançando a música, e nessa faixa é muito interessante observar que o lado melódico toma mais conta do ambiente.
Unto the Undead Temple conta também com um vocal Harsh Vocal aberto e agudo que entra em junção com um Gutural muito fechado que fica ao fundo dando apoio, fazendo com que o som se torne ainda mais completo e pesado, e muito diferente dessa faixa, vem a seguinte que é intitulada de “Snares of Impurity”, essa faixa é eletrizante em seu começo e ganha uma potência muito grande com o lado cadavérico ainda mais evidente, o vocal está muito aberto e com isso ele consegue demonstrar um lado de dor que fica maior a cada grito, é incrível a capacidade da banda de fazer um som tão intenso do começo ao fim.

E para continuar com essa loucura toda desse álbum inquieto formado no caos do inferno, vem à faixa “Return of the Rats”, uma verdadeira pedrada no peito.
Tão intensa quanto poderia ser e com uma mescla perfeita da melodia criada nos rápidos riff’s, o vocal dessa música começa com Harsh e mais para o meio da música ela muda para o gutural fechado e aterrorizante, uma verdadeira forma de demonstrar o lado obscuro de uma natureza distorcida na mente de todos.
A música tem 3 minutos e 51 segundos e é do começo ao fim uma pancada que não para um minuto.

A provável melhor música do álbum é também uma que tem uma introdução muito mais puxada pro lado carregado e obscuro que demonstra a tenebrosidade da alma, intitulada “Inside the Demon's Maze”, a música começa com um riff muito interessante e tem um vocal de ódio com tristeza muito interessante, uma música muito única com uma bateria eletrizante e retalhadora.

E para encerrar o álbum vem à música “Funerary Descent”, e se você espera por algo calmo que faz você terminar o álbum com o a alma quieta, você está enganado, a música é eletrizante do começo ao fim e não deixa ninguém botar defeito, é sem dúvidas uma carga de energia demoníaca que faz com que você fique pensando na banda pelo resto do dia, um álbum excelente que inicia o ano da melhor forma possível.




Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Nehëmah: Shadows from the Past...



A Noruega foi o país que catapultou o Black Metal para o mundo todo com bandas clássicas levando o nome do Varg, Euronymous e todos os outros para a eternidade não só do gênero, mas do Metal.
E com o passar dos anos um país começou a ganhar muita visibilidade no Black Metal, e não é pra menos, afinal, praticamente todos os artistas são de fato excelentes e criativos, e dessa vez a França veio com representada pela banda “Nehëmah”, uma banda que é verdadeiramente uma das melhores e sem dúvida carrega da melhor forma possível à bandeira francesa.

E falando de Mágica e Ocultismo em suas músicas, a banda traz em seu álbum “Shadows from the Past...” uma forma muito interessante de criar músicas, com um som muito cadavérico, porem com muita qualidade e que não cansa.

 primeira faixa desse álbum incrível é a magnífica “Black winds over the walls of Csejthe”, uma música que começa muito atmosférica, muito interessante e com essa introdução como se estivesse ventando, ela consegue puxar todos para ouvir até o fim essa brilhante composição.
Sem perder tempo, logo após o termino do som de vento, vem uma bateria extremamente rápida que é incansável e implacável, sem deixar faltar nada, a música retrata o cenário do mais puro sentimento de loucura do lado esquecido da mente, e sem deixar oculto a qualidade, a banda mostrou todos os instrumentos muito nítidos, o baixo principalmente apareceu criando uma atmosfera muito pesada, como se estivesse um trovão ao fundo. O vocal é incrível, um timbre excelente que não cansa em momento algum de ouvir, o ritmo da guitarra eletrizante faz com que você queira ouvir mais e mais do trabalho dessa banda muito criativa.
E se já não estava boa o bastante, a música ainda conta com um momento em que o vocalista fala baixo no microfone tornando ainda mais tenebroso o som da banda.

A segunda faixa é tão eletrizante quanto a segunda e consegue transmitir um tom de ódio tão grande quanto poderia existir em uma alma.
Intitulada “Sonner Av Den Fimbulvetr”, a música conta com um baixo mais que surpreendente, se você é uma pessoa que tem dificuldade para ouvir o baixo na música, você não vai ter essa dificuldade nessa música, ou melhor, nessa banda.
A introdução incansável e eletrizante dessa música arrepia o espírito sonolento, te levando a entrar em estado de loucura, e diferente do que você imagina, ela não fica assim todo o tempo, o ritmo muda e vai para o lado cadenciado, um lado que não deixa de lado o Black Metal das antigas, mas que deixa mais nítido o lado melódico da banda, e mesmo quando volta o lado mais rápido e brutal da banda com um pedal duplo em junção do baixo tão rápido e pesado quanto, a música continua conseguindo demonstrar seu lado melódico.

A terceira faixa é a magnífica “The Thousand tongues of Medusa”, uma música que começa mais lenta em comparação a primeira e a segunda, sem andamento é cadenciado e marcado, mas isso ficou encaixado de uma forma muito perfeita, pois deu uma calma para o álbum, mas trouxe mais obscuridade e tenebrosidade, uma verdadeira forma de demonstrar o lado brutal de um sentimento puro de violência e muito terror.

Warlock é uma faixa sensacional e que já começa eletrizante e distorcida.
Sua sonoridade é tenebrosa e dês do começo já com o pedal duplo tão incrível, mas é apenas o seu começo que é eletrizante, depois o ritmo fica mais cadenciado, mas é por pouco tempo também.
A guitarra nessa música está bem mais distorcida, bem mais saturada e nítida, uma música muito empolgante.

A faixa seguinte vem trazendo o lado oculto tão puro da banda, intitulada “Siguilum Sanctum Lycantropia”ela já começa com uma sonoridade um tanto perturbadora com os sussurros e uma atmosfera obscura, e assim que termina os sussurros vem a retaliação dando um destaque nessa música maior para a guitarra que está totalmente distorcida, deixando sua mente em puro caos, e junto com a bateria os urros de Harsh Vocal fazem com que a música seja completa e muito bem feita, e muito diferente dessa faixa, a faixa seguinte intitulada “Shadows from the Past” vem trazendo seu todo e completo sentimento de dor, uma música com uma guitarra extremamente distorcida e um baixo de fundo faz com que a atmosfera criada seja de tortura, o vocal sintetiza muito bem o sofrimento de uma alma, uma criação sem dúvida excelente que faz toda a diferença no álbum.

E se você está esperando um cover nesse álbum você esperou da melhor forma possível com as melhores músicas que poderia ouvir, e logo na última faixa vem o cover, e o cover de uma das maiores bandas do Black Metal, o Bathory.
A faixa escolhida para ser cover foi a “Call From the Grave”, e logicamente uma música tão incrível tem que ser feita por uma banda tão incrível, e eu me arrisco a dizer que o cover do Nehëmah ficou melhor, mas isso varia de ouvido para ouvido, mas de qualquer forma, não podemos negar que alem de uma das melhores bandas de Black Metal da atualidade, o Nehëmah em uma qualidade inquestionável e uma sonoridade muito marcante e encerra esse álbum da melhor forma possível, sem deixar faltar absolutamente nada.





Postado por: Renan Martins

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Perventor: Demo I



A Colômbia vem trazendo excelentes bandas para o cenário do Metal, e uma delas muito interessante, obscura e underground no máximo, é a banda Perventor que é de Black Metal.

E com uma sonoridade muito rústica, ela vem trazendo em sua Demo intitulada “Demo I” um som muito saturado e um vocal extremamente aberto em um Harsh Vocal de muita agonia.

Com essa sua marca única que é esse vocal extremamente aberto parecendo que o vocalista vai vomitar a qualquer momento, ela começa sua Demo com a faixa “War Against Christianism”, Uma faixa com uma sonoridade que lembra muito o Black Metal antigo, mas com uma melodia muito bem criada também, e contando também com esse vocal atordoante.
É interessante ver a técnica do vocalista pelo fato de que ele canta a música toda assim com um vocal muito aberto e sem desafinar, é realmente muito único isso.
A música vai ficando cada vez mais rápida conforme ela vai avançando, e a bateria fica quase que em uma batida única que vai ficando cada vez mais rápida, é interessante observarmos que também é fácil ouvir o baixo da música, que cria uma atmosfera muito boa ao fundo, e a guitarra totalmente saturada.

A segunda faixa da Demo intitulada “Spit the Jehova's Word” é o mais Black Metal possível que uma música poderia ser, é totalmente saturada, em todos os momentos muito rápida e com muita intensidade e fúria.
A bateria utiliza muito os pratos e é tocada de forma muito rápida, e a guitarra está totalmente rápida com riff’s muito eletrizantes e atordoantes.
O cenário construído por essa música é totalmente atormentador, é como se você estivesse em meio ao inferno e ele estivesse esperando para devorar a alma de todos enquanto você é torturado e sofre ouvindo os gritos de todos.
A mescla de vocal é muito utilizada nessa música, passando do Harsh Vocal tão único do vocalista que é totalmente agudo, para o Gutural totalmente fechado, que em certos momentos aparecem juntos tornando tudo muito mais pesado.

A “Demo I” é uma prova viva do tamanho da retaliação que está em volta dessa banda tão obscura da Colômbia.
Em seu todo a banda coloca todo seu ódio e todo o seu obscuro e intenso lado nas músicas, criando faixas com um tempo bem curto de duração e o mais intenso, saturado e escandaloso possível, resgatando o excelente Black Metal das antigas.

A terceira faixa intitulada “Mercader de Falsedad y Odio”, é a melhor da “Demo I”, ela tem uma cadência maior, ela tem uma sonoridade mais fácil de absorver e mostra a real qualidade do Perventor.
Mercader de Falsedad y Odio é uma verdadeira cavalaria da morte, essa música traz de forma muito audível a bateria em ritmo eletrizante e inquieto que não para um minuto fazendo um ritmo totalmente pesado com o pedal e de forma muito inteligente a música deixa o baixo totalmente audível fazendo com que você consiga sentir mais peso quando o pedal duplo entra em sintonia com ele, é formidável.
O vocal está mais fechado e o Harsh Vocal ficou mais próximo do gutural, a guitarra que antes era totalmente saturada, ficou um tanto mais melódica, dando um toque de classe para essa faixa que tem por incrível que pareça apenas 2 minutos.

E para encerrar esse trabalho atordoante, saturado e muito troo, foi escolhia a faixa “Ea, Lord of the Depths”.
Sim, Ea, Lord of the Depths a lendária música do Burzum.
E com muita moral o Perventor encerra a “Demo I”, com uma música de uma das maiores bandas de Black Metal de todos os tempos, o Burzum, seu cover ficou muito interessante, com um vocal bem rasgado e um instrumental eletrizante, uma excelente forma para encerrar essa Demo muito boa.



Postado por: Renan Martins

terça-feira, 22 de abril de 2014

Abaddon: Ritual de Potestades



Uma excelente banda nunca deixa de lado uma excelente arte de capa para ilustrar o universo que está por vir em suas músicas.
E com a banda Abaddon isso também aconteceu, e no álbum “Ritual de Potestades” a banda apostou em uma arte de capa excelente, onde mostra em um lugar abandonado uma pessoa com a cabeça de um bode ao fundo e o fogo queimando a palha logo a frente da pessoa com cabeça de bode.
E tão perturbador quanto à capa, é o álbum que traz uma sonoridade impecável, sentimental e muito marcante, pois ela traz variação de ritmos em cada música.

O “Ritual de Potestades” foi lançado em 2013, foi o último lançamento da banda e é excelente por completo, ele mostra uma grande qualidade de todos os músicos e uma evolução na composição mostrando também o amadurecimento de todos da banda.

A primeira faixa intitulada “Tinieblas Perpetuas”, é uma música excelente e muito diferente do ritmo saturado que vai rápido do começo ao fim, a banda apostou mais em um tom mais lento, mas sem fugir do Black Metal tradicional, e com uma guitarra marcante a música já da inicio para o álbum da melhor forma possível, pois se trata de uma faixa com muita qualidade e muito impacto, e fugindo um pouco do apenas Harsh Vocal, Tinieblas conta com gutural em alguns momentos, fazendo com que sua atmosfera se torne mais completa, mais pesada e ainda mais perturbadora.

A segunda faixa intitulada “Funerales De Invierno” é um pouco mais diferente, e bem mais tenebrosa que a primeira.
Com um começo muito esmagador a faixa começa com um vocal em Harsh Vocal como se tudo estivesse sendo banhado por sangue e com um solo extremamente rápido da guitarra saturada que é a marca dessa banda, a música vai se tornando cada vez mais marcante e assim que ela vai avançando ela vai trazendo mais do Black Metal antigo.
Nessa faixa já é possível notar a bateria metralhadora que é clássica no Black Metal, e mesmo com um som saturado e cru, a música conta com momentos de cadência, que dão um sentimento de ódio muito grande para a atmosfera da música, e igual na faixa “Tinieblas Perpetuas”, a “Funerales De Invierno” também conta com gutural, e perto do fim a música volta com o solo saturado e extremamente rápido da guitarra, uma música sensacional e digna de mais do álbum.

A terceira faixa do álbum é sensacional de uma forma tão única que é absurdo a sonoridade e o vocal, a junção completa dessa obra prima fez com que essa terceira faixa estivesse entre as melhores do álbum, e começando de uma forma única, a música traz logo no começo uma voz muito profunda e grave como se a pessoa estivesse possuída, e sem deixar faltar nada, a música vem com toda a potência e conta com invés de um Harsh Vocal, conta com um Gutural, um gutural sensacional que combinou da melhor forma possível com a música.
A bateria rápida e metralhadora fez uma junção incrível com os ritmos do riff’s que traz o cenário de uma verdadeira noite com rituais.
A atmosfera da música é muito intensa e caótica, muito completa e traz o possível título de melhor faixa do álbum para essa incrível composição “Apotegma De Animas”, uma sensacional música do álbum.

A música seguinte que é a quarta música do álbum, é a faixa título “Ritual De Potestades”, é uma música muito diferente de todas, principalmente se tratando de sua introdução.
Uma introdução marcante com muita melodia feita no violão, e isso faz com que fique incrível e criativo o som, e contando com um Harsh Vocal excelente e com muita dor, a música traz todo o seu caos para a vida, e não deixa nada ficar de fora.
A bateria está mais rápida, e essa faixa é incrível no destaque nítido que ela consegue dar para o Baixo.

A mais crua e saturada das faixas é a “En El Nombre Satanas”, uma sensacional música que traz para a vida o lado Old School do Black Metal, e essa faixa retratou muito bem essa sonoridade cadavérica e intensa.

E para encerrar esse álbum, foi escolhido a faixa “Eterno”, uma faixa muito boa, muito intensa e também criativa, com peso e muita qualidade na hora de compor, a banda colocou a junção mais uma vez do Harsh Vocal com o gutural e sem deixar faltar nada, a música traz a sua atmosfera obscura que te coloca em um cenário de tristeza com angustia e muita adrenalina, sem dúvidas uma faixa excelente para encerrar esse álbum que é sem dúvidas uma marca muito impactante do Black Metal.




Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Sin Origin: Night Aeternal



Mais uma vez o Estados Unidos aparece como representante de um Black Metal sensacional, e de fato, esse país nunca decepciona em lançar artistas e bandas.
E dessa vez a banda que foi selecionada é a incrível Sin Origin.

Essa sensacional banda tem uma atmosfera bem clássica do Black Metal saturado, cadavérico, intenso e obscuro, e é muito surpreendente o fato da banda conseguir atingir um nível tão bom em logo seu segundo lançamento a demo intitulado “Night Aeternal”.A Demo já começa da melhor forma possível com a faixa “Delineate Chaos Bewitched”, uma música que já traz a magia do obscuro do Black Metal, e sem deixar faltar nada, a banda conseguiu colocar todos os riff’s eletrizantes e a bateria metralhadora que é incansável de uma forma muito inteligente que não fica cansativo de ouvir.

Talvez você se espante pelo fato da faixa ter 14 minutos, e ter uma introdução também gigante, mas acredite quando eu digo, essa introdução faz uma parte do seu emocional atingir o nível máximo da raiva junto do caos quando a bateria começa a ficar extremamente rápida parecendo Death Metal.

A segunda faixa intitulada “Beneath Unseen Constellations”, já começa com os vocais junto do instrumental, e ela já mostra mais o lado obscuro e tenebroso da banda, a sonoridade rasgada e esquecida do vocal faz com que você imagina um cenário totalmente poluído e escuro, como se estivesse sendo gravada dentro de uma igreja abandonada onde aconteciam rituais de sacrifício para conseguir atingir o nível máximo da pureza da humanidade através da morte de uma pessoa pura.

Um aspecto muito interessante desse trabalho é que a Demo “Night Aeternal”, não é uma Demo de demonstração com músicas pequenas.
Ela tem todas as faixas com mais de 10 minutos, e não é um Depressive Black Metal, onde você vai ouvir um instrumental lento e batidas lentas, a linha de bateria dessa Demo, em todas as faixas, ela é totalmente eletrizante e totalmente criativa e ainda conta com o pedal duplo que deixa tudo mais pesado.

Voltando a falar das músicas, vem em seguinte a incrível e terceira faixa intitulada “Haunting The Cloudless Black Skies”, uma música peculiar pelo fato de ter um vocal rasgado em Harsh Vocal bem feito, porem muito baixo, só que com um instrumental do Black Metal Old School, e em seu começo a intensidade não é tanta, ela está bem mais cadenciada que as anteriores, mas não é assim a música toda, ela pega uma fúria em alguns momentos até chegar no momento em que a bateria se torna totalmente destruidora e explosiva, e depois mesmo caindo de ritmo ela continua em seu lado rápido, é sensacional a criação do Sin Origin, conseguindo sintetizar toda a sua proposta em logo seu segundo trabalho.

E para encerrar essa Demo excelente, foi escolhida a faixa que todo mundo fica se perguntando se vai ter, que é a faixa título, e com toda a qualidade possível a “Night Aeternal” encerra esse trabalho com toda a energia e toda a qualidade mostrando todas a técnica da banda, e você pode esperar tudo da faixa, ela já começa totalmente rápida e depois chega seus riff’s tenebrosos e sua bateria infernal que não para um minuto e faz com que essa Demo seja extrema e melódica ao mesmo tempo, e isso é pra poucos.
Com 15 minutos de música a ultima faixa conta com um lado mais melódico em certos momentos, e consegue ser mais grudenta que as anteriores, provavelmente a melhor faixa desse trabalho.



Postado por: Renan Martins

Velho: Vida Longa ao Primitivo



Se você é um tipo de pessoa que pensa que o Brasil não tem representante bom no mundo do Metal, ou se você acha que o Metal Nacional está limitado em ficar apenas no Sepultura e o Angra, você está extremamente enganado.
Alem de ser um excelente país no mundo do Metal, o Brasil apresenta artistas e bandas em praticamente todas as vertentes do Metal, e o Black Metal é um gênero muito frequentado, porem, no underground, que é o que torna ainda mais incrível o som, pois todos praticamente tem um som do Black Metal antigo, e mesmo as bandas de Black Metal que fazem um som mais melódico ou moderno, conseguem fazer um trabalho excelente, mostrando toda a qualidade dos músicos.

Uma banda que representa bastante o underground do Black Metal Nacional é a banda “Velho”, que tem uma sonoridade muito boa, e logo em seu primeiro lançamento intitulado “Vida Longa ao Primitivo”, a banda já mostra a qualidade e a criatividade com letras impactantes e muito bem escritas.

A melhor forma de começar um trabalho de Black Metal é com uma faixa totalmente saturada, e com vocal rasgado que mostra logo de cara que a proposta da banda, e é assim que começa esse incrível EP.
Com a faixa intitulada “Um Único Caminho”, o EP já começa mostrando sua obscuridade e deixando um destaque para a sonoridade da bateria que produz um som seco e bem mais destacado que os outros, e com um instrumental bem interessante a banda vai seguindo na música e mesmo deixando a bateria com um destaque em específico, todos os outros instrumentos são bem fáceis de ouvir, e contando com uma quebra no ritmo a faixa fica ainda mais obscura.

Um detalhe muito interessante da banda é que ao invés de usar as letras em inglês que muitas bandas usam até por questão de sonoridade, a banda aposta no português, fazendo a mescla ideal para que a faixa fique muito boa de ouvir.

A segunda faixa do EP intitulada “Newton Misantropo” tem uma introdução um pouco parecida com a anterior “Um Único Caminho”, mas ela tem uma energia maior, ela consegue fazer a fúria nascer junto com a letra e sem dúvidas uma música muito boa, e com seus riff’s rápidos e carregados a banda vai deixando cada vez melhor seu trabalho, sem deixar lacunas pelas músicas, essa música também conta com uma quebra de ritmo, porem, não tão brusca.

A terceira faixa do EP é muito única, bem crua e com um instrumental incansável.
Intitulada “A Mesma Velha História” a música é uma das melhores desse trabalho, e provavelmente a que lembra mais o Black Metal antigo, e é muito interessante ouvir o trabalho em português, pois a banda consegue sintetizar bastante essa completa e magnífica atmosfera de ódio e dor.
O vocal com uma parte mais aguda, mostra o lado de dor da banda, mas logo em seguida vem à música que é um tanto diferente dentro do EP.
Intitulada “Mais Um Ano Esfria”, a música conta com um ritmo bem mais elétrico, um ritmo pronto para dar início em uma guerra que só vai terminar quanto todo mundo estiver morto e sua bateria e riff’s são bem clássicas.

E para encerrar esse EP muito bom, foi escolhida a faixa “Coma Induzido”, faixa que por sinal tem uma guitarra bem diferente e um som mais cadenciado, dando um tom mais fúnebre para a música, mas sem ofuscar o lado Black Metal.
A música está ótima e também é a maior música do EP com 5 minutos.



Postado por: Renan Martins

quinta-feira, 17 de abril de 2014

DeathTron: O universo único da banda brutal



Mais uma entrevista e dessa vez com uma das minhas bandas preferidas do cenário nacional, e com sua qualidade incrível a banda quebrou barreiras e criou um novo mundo, uma nova forma de viver, um novo Deus.

Entrevista

Renan - Como surgiu a ideia da história do álbum? 

DeathTron - A ideia surgiu depois que tinhamos algumas músicas em fase de composição. Gostamos muito de filmes de
ficção científica como o "Tron", "Blade Runner", "Oblivion", "Robocop", "O Exterminador do Futuro", "Matrix",
entre outros clássicos, então resolvemos criar o nosso próprio filme.

Renan - O DeathTron tem planos para fazer shows?

DeathTron
- Essa questão é bem complicada. Temos outros projetos musicais em andamento e ainda estamos formando uma
banda "física" para o DeathTron, já que somos em 2. Entramos em contato com músicos muito bons que se
interessaram na ideia de shows e ensaios, mas necessitamos de uma estrutura mais complexa e tempo.
Portanto, existe sim uma grande vontade de tocar com a banda ao vivo, só não sabemos quando isso vai acontecer.

Renan - Em um futuro que eu espero não ser muito distante, podemos esperar um álbum mais pesado que o "Seeds of Tech"?

DeathTron - Estamo em fase de composição para um novo álbum que pode ser lançado ainda esse ano. Temos 3 músicas praticamente
prontas e o que podemos falar sobre elas é que serão mais rápidas e complexas do que as anteriores.

Renan - Quem escuta pela primeira vez o álbum consegue se deparar com um Death Metal muito único, em seu próximo
trabalho podemos esperar músicas com elementos mais futurísticos? 

DeathTron - O tema futurista sempre foi parte básica da proposta da banda. Nesse futuro álbum, colocaremos mais elementos
eletrônicos e sinfônicos, como uma trilha sonora de um filme mesmo, sem deixar o peso instrumental de lado.

Renan - Houve alguma dificuldade na criação do álbum?
DeathTron -  Várias. A maior dificuldade foi o tempo. Nos dedicamos mais de 2 anos com alguns intervalos. As músicas foram
compostas de forma mais lenta e ainda tivemos que nos dedicar demais na produção do álbum. Não foi um processo
simples, mas achamos que valeu a pena pela realização de um son

Renan - Como tem sido a receptividade do público e a mídia especializada desde o lançamento da primeira música do
álbum "Seeds of Tech"?

DeathTron - Lançamos o primeiro single "Uterus" na coletânea Disritmia Vol. 1 do Estúdio RG e ficamos realmente impressionados
pela quantidade de elogios que recebemos. Nosso segundo single foi o "The Curse Of Nature - III Movement" que saiu
online. Vários artistas e amigos que nós consideramos muito e outros que nos ajudaram a divulgar esse single. 
Quando o álbum saiu, ficamos surpresos em achar mais de 15 páginas no Google para download. Foram vários blogs 
independentes na Rússia, Noruega, Suécia, Porto Rico, EUA, Espanha e mais uns páises além do Brasil.

Renan - Quais são os planos da banda para 2014?

DeathTron - Pretendemos lançar um single e logo depois mais um álbum.

Renan - Muito obrigado pela entrevista, e agora deixo o espaço para você!

DeathTron - Agradecemos todos os nossos companheiros, amigos e bandas que estão do nosso lado nessa caminhada underground. Agradecemos
você pela oportunidade que nos deu de fazermos essa entrevista e pela divulgação do nosso trabalho. Muito obrigado, Renan!


https://soundcloud.com/deathtron
https://www.facebook.com/officialdeathtron

Postado por: Renan Martins

terça-feira, 15 de abril de 2014

Dødkvlt: II



Em toda parte do mundo você vai encontrar uma banda de Metal, independente do gênero e se é boa ou não, mas existem certos países que tem muitos artistas incríveis, bandas incríveis e músicos incríveis, e um desses países sem dúvidas é a Finlândia.

Um dos principais motivos pelo qual a Finlândia aparece em praticamente todos os tópicos quando se trata de artista/banda boa, é que esse país apresente grandes nomes no mundo do Metal e isso em praticamente todas as vertentes.

E já que na maioria das vertentes do Metal a Finlândia apresenta grandes nomes tanto em seu lado mais conhecido quanto no mais underground, ela apresenta o Black Metal também sendo representado por excelentes nomes, um deles é o Dødkvlt, um projeto de Experimental Black Metal que tira o fôlego com tanta qualidade e criatividade.

E já que na maioria das vertentes do Metal a Finlândia apresenta grandes nomes tanto em seu lado mais conhecido quanto no mais underground, ela apresenta o Black Metal também sendo representado por excelentes nomes, um deles é o Dødkvlt, um projeto de Experimental Black Metal que tira o fôlego com tanta qualidade e criatividade.A primeira música intitulada “Children of a Failed God”, é uma música diferente de tudo que você imagina porem, ela consegue ainda manter o lado Black Metal Old School, e com seus riff’s empolgantes e com muita energia a música vai seguindo da melhor forma possível, com um som muito bom de ouvir, e com um vocal muito digno do Black Metal.
Um dos pontos mais interessantes dessa música magnífica é que seu refrão é extremamente marcante e grudento, ele tem uma sonoridade muito única, e que te remete a querer ouvir todo o resto do trabalho, te deixando cada vez mais focado em terminar o álbum para conferir todo o projeto para ver se ele é de fato tão bom, e sim, ele é por um todo completo, mostra isso de forma muito simples inclusive em sua segunda música, música que traz todo o lado Black Metal Old School extremamente rasgado e saturado.
A faixa “Blinding the Eyes of the Bastard Christ”, é uma caminhada em um cemitério de pecadores, a música é sensacional, ela começa totalmente empolgada com muita energia e obscuramente tenebrosa, os gritos de dor acompanhando todo o seguimento do instrumental faz com que a música fique cada vez melhor, e quando o vocal entra a bateria mostra o peso intenso de seu pedal duplo deixando tudo ainda mais carregado. E se não fosse o bastante, a música tem uma quebra de ritmo que faz com que você entre totalmente no andamento dela, é uma sensacional composição, que começa da melhor forma possível o álbum.


Soul Devourer a música que tem riff’s caóticos e extremamente rápidos, é incrível a introdução e mostrando todo o talento e a forma incansável do músico, e assim que você consegue ouvir um vocal você se surpreende pelo fato de não se tratar de um harsh vocal, e sim de uma voz muito grave como se fosse um ritual em uma masmorra esquecida no meio de uma floresta em uma ilha.
A música tem partes também em que o vocal rasgado do Harsh Vocal entra em sintonia com um gutural de apoio no fundo que da uma atmosfera muito tenebrosa, algo que da uma característica muito interessante para a música.
A faixa de número 4 intitulada “Kun Kuolema Meidät Korjaa... Saatana Meidät Ottaa” é uma verdadeira poesia da dor, uma faixa que começa com urros junto do baixo e do riff tenebroso da guitarra e com as batidas fortes da bateria a música traz um lado diferente da banda, um lado mais Depressive em seus gritos, porem, sem perder a velocidade e a obscuridade do álbum.


Of Deep and Dark Waters a faixa que de fato traz um lado Depressive Black Metal para o álbum, e sem deixar falhar as expectativas, a música tem uma sonoridade impecável, com batidas lentas e uma guitarra eufórica, sem dúvida uma das melhores músicas do álbum, que conta até com um gutural em determinados momentos.
E para encerrar o álbum incrível, poético e impecável foi escolhida a maior e mais bela música do álbum, que é intitulada “Buried Beneath the Rust”.
Buried Beneath the Rust começa com um teclado único que da um tom muito bonito e assim que entra o vocal ele não mostra o Harsh Vocal totalmente rasgado, e sim um vocal de mais dor, a faixa toda não é inteiramente intensa, ela não é uma metralhadora sem fim, mas o seu andamento lento cai perfeitamente em sintonia e faz a música ser melhor ainda, encerrando o álbum da melhor forma possível.





Postado por: Renan Martins

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Loits: Vere Kutse Kohustab



O Black Metal é o gênero do Metal que carrega a intensidade e a obscuridade, e de forma incrível as Demos tem um espaço muito grande superando às vezes até os álbuns lançados pelas bandas.
E não é por esse motivo que o Black Metal não pode juntar a qualidade técnica com a alma extrema e intensa incansável, e a banda Loits mostra isso de forma incrível.


Em seu segundo álbum intitulado “Vere Kutse Kohustab”, a banda demonstra uma forma genial de fazer essa mistura, e misturando o violão com o lado intenso e saturado a banda faz uma música sensacional de tirar o fôlego logo para iniciar o álbum, e já começa com uma das melhores faixas do álbum, intitulada “Soomepoiss”.

Com apenas um violão a banda faz uma introdução até chegar o grito fúnebre e trazer todo o resto do instrumental que junto faz uma atmosfera de euforia incrível e muito agradável, e se você está pensando que o violão vai sair assim que chegar a bateria e a guitarra você está enganado, ele continua, e continua dando um tom muito importante para faixa, ele ganha destaque e consegue ser ouvido muito nitidamente e assim que chega a música completa, com tudo em perfeita junção a música ganha um brilho maior com a intensidade do vocal e riff’s excelentes e a parte cantada em voz de peito da o toque que faltava.

A faixa seguinte, intitulada “Eesti Auks” é surpreendente e diferente da primeira faixa do álbum.
Ela traz uma sonoridade bem mais obscura e um destaque maior para o vocal, mas continuando com riff’s excelentes que fazem a mistura perfeita do obscuro e da energia, trazendo um tom de euforia dentro do medo, algo sensacional que poucas músicas conseguem ter, e com seu pedal duplo a banda consegue dar um ritmo ainda mais acelerado e pesado, uma criação incrível, e já para terminar a faixa, você vai se deparar com quebrar no ritmo.


Aeg Ärgata a faixa de número 3 é diferente das anteriores em sua introdução, e até mesmo em seu andamento, isso é um fator muito incrível, pois a banda consegue inovar muito facilmente, e nessa faixa tão magnífica a introdução começa com um vocal de peito breve, e logo em seguida já começa em um ritmo mais cadenciado um Black Metal Old School sensacional da melhor qualidade, e quando você acha que não pode ficar melhor, o som para e entra um hino, hino que faz total diferença na música,  pois da um clima clássico e antigo para a banda, tornando algo nostálgico combinando perfeitamente com o ritmo da música, que mais pro fim consegue dar um destaque para o baixo que cria uma atmosfera sensacional.

Provando mais uma vez que fazer um som diferente não é problema para banda e isso ainda dentro do Black Metal, vem a faixa intitulada “Vőitluslipp”, que é mais cadenciada que a anterior, e com um vocal de peito como se estivesse sendo transmitido em um rádio da Segunda Guerra a música ganha uma sonoridade muito única, e para completar a música ainda conta com o violão em determinados momentos, mas o que está em foco é a guitarra em junção com a bateria, criando um som muito bom e em determinados momentos com pedal duplo como se tivesse uma metralhadora sendo ativada.

Vanade Leegionäride Laul a faixa que vem a seguir consegue ter um som muito carregado, muito denso em seu todo e com um riff muito bem composto, uma música muito boa e também muito diferente da música que vem depois que se chama “Eluruun”. 

De forma elétrica a faixa “Eluruun” já começa e a guitarra fazendo riff’s rápidos junto com a bateria faz com que a música seja uma trilha sonora perfeita para a guerra e muito diferente de tudo que você está esperando e o andamento da música vai ficando cada vez mais carregado, como se as almas do campo de batalha estivessem sendo levadas.

Kodu é uma faixa muito incrível, uma das que mais chama atenção também, não só pelo instrumental impecável, mas também pelo fato de ter voz de peito e Harsh vocal, a voz de peito faz com que essa música fique em um nível absurdo de fantástica.

E para encerrar essa magnífica criação que só deixa mais rico esse gênero tão único que é o  Black Metal, foi escolhido a faixa “Raiugem Ruunideks”, uma faixa sensacional que também é a maior do álbum, e sem dúvidas mostra a qualidade dos músicos mais uma vez.

 



Postado por: Renan Martins

domingo, 13 de abril de 2014

Nosvrolok: Maledictum Parasytus



Ao decorrer dos anos o Black Metal ganhou muitos seguidores, e ganhou com isso uma profunda e fiel sonoridade onde traz o lado esquecido, doloroso, marginalizado, cadavérico e intenso que habita dentro da alma das pessoas.Mesmo nascendo subgêneros do Black Metal não perdeu a potência que tinha quando foi criado, e com essa abertura dos subgêneros nasceu muitas junções colocando a parte acústica junto do rústico e intenso rendendo excelentes projetos e bandas.

E se o seu objetivo está em achar uma banda que consegue ser saturada, tradicional e mesmo assim muito tenebrosa, então não poderia faltar uma das mais surpreendentes bandas desse gênero tão incrível e único.Nosvrolok, habitando o underground a banda surpreendeu a todos com o lançamento do álbum intitulado “Maledictum Parasytus”, e se você está se perguntando o motivo pelo qual esse álbum é tão surpreendente e completo, é simples.

A primeira faixa intitulada “Darkness, In Whose Souls Linger Here”, é uma obra prima que não tem o que questionar, ela começa com um som crescendo, e fazendo uma tenebrosa atmosfera, você se sente facilmente dentro do inferno, a junção de vozes, passando do Harsh Vocal com o Gutural, faz com que você esteja ouvindo uma poesia diabólica enquanto o inferno se abre para todas as criaturas do submundo, trazerem o caos para a terra, e enquanto as vozes totalmente perturbadoras estão ecoando em sua mente, um som de guitarra contínuo está sendo tocado em uma nota obscura e dolorosa.
A faixa é tão completa que não deixa nenhum detalhe faltar, e assim que as vozes acabam você consegue ouvir a chuva caindo, e logo em seguida, um sino toca, as vozes voltam por um breve momento, até entrar o retalhador Black Metal intenso e cadavérico digno da banda que faz você entrar no ritmo muito facilmente pela sua potência e criatividade, com o vocal extremamente rasgado e incansável. Darkness, In Whose Souls Linger Here é também a maior faixa do álbum contando com 7 minutos.


A segunda faixa vem com uma introdução distorcida da guitarra e logo em seguida entra o baixo muito nítido e depois vem à bateria, tudo muito bem feito, muito bem criado e de forma sensacional, a banda consegue deixar em evidência todos os instrumentos, você claramente consegue ouvir o baixo criando a atmosfera que encorpa o obscuro e esquecido lado da banda, intitulada “Cunts-Seemingly, Salivating, Wet...”, a faixa não é tão intensa quanto a anterior, e também não conta com gutural em momento algum, mas a junção do Harsh Vocal com a guitarra fica sensacional nesse ritmo um pouco mais lento, pois consegue trazer mais para a vida o lado doloroso da banda, e com um solo de bateria sensacional, a banda consegue fazer com que essa faixa fique grudada na sua mente para sempre, e próximo ao fim da faixa, um breve solo encerra da melhor forma a música.


Winds Of The Cursed a faixa de número 3 do álbum é a menor de todas, e geralmente a menor faixa fica sendo um instrumental, mas não no caso dessa banda, ela é imprevisível, e conseguiu colocar uma energia sem fim nessa faixa que é eletrizante do começo ao fim.
Com um solo de introdução a música não perde a potência em momento algum, e o vocal retalhado ajuda muito a guiar a estrutura totalmente perturbada para o lado diabólico da 
banda.
É muito interessante ver que nessa faixa a guitarra ganha uma visualização e um espaço maior, contando com uma carga de energia crível e única, apesar de ter só 2 minutos, a música é surpreendente e consegue desempenhar um papel importante no álbum, pois a partir dela, a guitarra começa a ter mais espaço no álbum, prova disso é que na faixa seguinte intitulada “In The Vain Of Forbidden Lust”, a guitarra saturada fica muito evidente, junto com o pedal incrível da bateria, a introdução ficou perfeita.
In The Vain Of Forbidden Lust tem uma sonoridade estrondosa, e muito caótica, essa música te faz sentir a euforia de estar em uma guerra, em pleno campo aberto com bombas caindo e tudo virando pó, uma música muito bem feita, digna até o fim.  

A penúltima faixa teria que ser algo especial, e de fato ela é ela traz todo o lado antigo do Black Metal.
Não só é uma música muito bem composta e mixada, como também é uma das melhores músicas do álbum, pois ela carrega uma sonoridade um pouco mais lenta, só que tão criativa quanto às outras, e traz também o lado obscuro e com um vocal sensacional, nessa faixa o Harsh Vocal está mais aberto, trazendo mais dor, demonstrando todo o sentimento de esquecimento que sai direto da alma.



E para encerrar essa verdadeira obra prima desse gênero que sempre traz bandas e artistas incríveis vem à música intitulada “Ritus Lunae”, uma faixa muito interessante em sua construção.
Muito diferente do que você está pensando, essa faixa não é nenhuma que será retalhada para encerrar o álbum da forma mais intensa possível.
Surpreendentemente essa ultima música é o instrumental que faltava e com o começo dela você se depara com uma voz totalmente atordoante e impactante como se estivesse olhando direto para o diabo, e logo em seguida, vem o instrumental, excelente criação no violão, uma obra prima, de fato um dos poucos álbuns que não deixam faltar absolutamente nada, ele traz toda a intensidade, toda a obscuridade, toda a dor, poesia e criatividade que um trabalho marcante precisa ter, e sem dúvidas “Maledictum Parasytus” está entre os melhores.





Postado por: Renan Martins